
A situação não era nada favorável, com a melhor equipe do país do outro lado e toda pressão que cerca os bastidores do clube. Mas o São Paulo superou todas as adversidades para conseguir uma vencer o Flamengo por 2 a 1, na quarta-feira (28), no Morumbis, pela estreia do Campeonato Brasileiro. E conseguiu isso a partir do brilho de dois personagens: um veterano e um novato da casa.
A pressão em cima de Hernán Crespo estava enorme, antes da partida. Além de ter conseguido apenas uma vitória nos quatro primeiros desafios da temporada, a declaração do tricolor ter que visar os 45 pontos na competição nacional não caiu bem internamente. O resultado positivo sobre um adversário dessa força, entretanto, pode ser a virada de chave que o treinador precisava.
Primeiro tempo de pouca inspiração
Diante do contexto vivido pelas duas equipes, era de se esperar que o rubro-negro tentaria tomar o controle das ações do jogo. E foi exatamente o que aconteceu em boa parte da primeira etapa. A muita posse de bola até resultou em algumas chances. Mas a falta de capricho no último toque impediu que conseguissem abrir o placar.
Os donos da casa estavam com dificuldade para encontrar inspiração. Ainda assim, conseguiram compensar na vontade para ir igualando o duelo — aos poucos. A forma como terminaram o primeiro tempo era um bom indicativo do que poderiam encontrar na volta do intervalo.
Plata abre o placar
Apesar de ter voltando na mesma intensidade, o São Paulo foi golpeado por um lance de muita inspiração individual de uma peça do Flamengo. No entanto, toda jogada do primeiro gol foi construída de pé em pé até achar a genialidade de Pedro.
Após bela troca de passes no meio de campo, a bola chegou em Alex Sandro. O lateral-esquerdo cruzou na medida na direção do camisa 9, que deu lindo passe de peito para Plata dominar e apenas tirar do goleiro Rafael para abrir o placar — aos oito minutos.
Luciano é decisivo mais uma vez
A desvantagem no placar, logo no início da etapa final, era um grande balde de água fria para equipe comandada por Crespo. Afinal, o Flamengo tinha todo ambiente favorável para fazer seu tradicional controle de jogo, uma de suas grandes valências da última temporada vitoriosa. Foi aí que apareceu a figura de Luciano para mudar a retórica do confronto.
O meia-atacante aproveitou cruzamento de Enzo Díaz e, por trás de Léo Pereira, acertou ótima cabeçada no canto direito de Rossi, sem chances para o goleiro. Ele voltou a assumir o papel de protagonista no momento de maior necessidade para marcar seu 104º gol pelo clube.
Danielzinho vira o jogo
Os comandados por Filipe Luís sentiram o empate do adversário. E pareciam sem condições física e mental para conseguir se recuperar do mesmo. O tricolor paulista conseguiu aproveitar do momento de total instabilidade dos visitantes para conseguir a virada.
Se o primeiro gol saiu da cabeça de um velho conhecido da torcida, o segundo saiu dos pés de um jogador recém-chegado na Barra Funda: Danielzinho, que chegou apenas em 2026, aproveitou entregada de Pulgar para finalizar na saída de Rossi. O meia já havia dado uma assistência e agora chegou à primeira bola na rede com a camisa do São Paulo.
"É a melhor equipe do Brasil, sem dúvidas (o Flamengo). Mas hoje criamos um espirito de guerreiros, que estava faltando. O gol deles foi pura qualidade. Não desistimos, continuamos lutando e conquistamos esses três pontos que eram muito importantes hoje", disse Luciano após o apito final.
Próximos desafios
Após terem finais distintos na primeira rodada do Brasileirão, Flamengo e São Paulo agora precisam mudar o foco para pensar em outras competições. E os próximos desafios, apesar de ambos importantes ecomplicados, possuem diferentes significados para cada time.
O tricolor, precisa da vitória de qualquer maneira para tentar se afastar da zona de rebaixamento do Campeonato Paulista. E terá um clássico contra o Santos pela frente, no sábado (31), às 20h30 (de Brasília), no mesmo palco do último jogo.
Já o rubro-negro tenta o primeiro título do ano contra o Corinthians, no domingo (1), às 16h (de Brasília), no estádio Mané Garrincha, na final da Supercopa Rei.
