
Um dos maiores meias do futebol argentino de todos os tempos, Juan Román Riquelme já pendurou as chuteiras há 12 anos, mas segue influenciando o esporte. Tanto é que, nesta edição do Brasileirão, quatro Riquelmes estão inscritos por suas equipes para disputar o campeonato — Fluminense, Grêmio, Athletico e Palmeiras contam com jogadores que levam o nome do craque.
Hoje presidente do Boca, Riquelme venceu 15 títulos na carreira, incluindo seis campeonatos argentinos e três Libertadores, além do campeonato olímpico com a Argentina em 2008. O talento inspirou a família dos jovens — todos nasceram entre 2005 e 2007 — a homenagear o meia argentino, e a iniciativa já vem dando frutos, já que todos hoje atuam como profissionais mesmo com a pouca idade.
A coincidência é ainda maior para os jogadores de Fluminense e Palmeiras: o primeiro é Riquelme Felipe, e o segundo Riquelme Fellipi. O jogador que atua sob o comando de Abel Ferreira tem 19 anos (completa 20 em setembro), nasceu em Santo André-SP, é ponta esquerda e entrou no alviverde no sub-17.
Nas categorias de base, venceu seis títulos nacionais (Brasileirão sub-20 e sub-17 e Copa do Brasil sub-17, duas vezes cada um), e outros três estaduais. Ele ganhou suas primeiras oportunidades no time profissional neste ano no Paulistão, e tem vínculo com o clube até dezembro de 2029. Riquelme Fillipi disputou ainda o Mundial sub-17 com a seleção brasileira, quando o Brasil foi eliminado pela Argentina nas quartas de final.
Valorização internacional
Quase xará, Riquelme Felipe, do Fluminense, também atua como ponta, mas tem preferência direita. O jogador de 18 anos já está integrado ao elenco principal desde o ano passado — entrou em campo 24 vezes como profissional, seis delas no Brasileirão —, mas ainda não conseguiu balançar as redes.
Na base do Fluminense desde os 10 anos, ele faz parte da chamada “Esquadrilha 07”, a geração de jogadores de 2007 que acumulou títulos (quatro estaduais no sub-15 além do Brasileirão e da Copa do Brasil no sub-17) e chamou a atenção até da imprensa internacional.
Em outubro de 2024, ele foi citado pelo jornal inglês The Guardian como um dos 60 jogadores sub-17 do mundo, ao lado do companheiro de equipe Matheus Reis, que também integra o profissional do Fluminense atualmente.
Experiência no profissional
No Athletico, é Diogo Riquelme quem representa a tradição. O mais velho entre seus homônimos completará 21 anos em abril. Natural de Ferraz de Vasconcelos, no interior de São Paulo, ele joga como volante e mira sua primeira chance na elite nacional — ele já atuou pela Série B, em 2024 e 2025, além da Copa do Brasil.
Aos 19 anos, o meia-atacante Riquelme Freitas, do Grêmio, é o único dos quatro a não adicionar uma composição ao nome. Ele está no clube gaúcho desde o sub-17 e marcou 18 gols nas 79 partidas pela base, incluindo o sub-20, entre 2022 e 2025. Mas desde 2024 ele já faz parte do elenco profissional,e, no ano passado, marcou o gol da vitória contra o Sportivo Luqueño, do Paraguai, pela fase de grupos da Sul-Americana.
Nesta quarta-feira (28), há a possibilidade de dois Riquelmes se encontrarem pela primeira vez no Brasileirão. Às 19h30, o Fluminense recebe o Grêmio no Maracanã e os treinadores Luis Zubeldía e Luís Castro terão os dois jogadores à disposição. O Riquelme carioca já foi titular no Estadual duas vezes, mas não atua há duas rodadas, enquanto o representante do Imortal só entrou em campo na estreia do Gaúchão, em 10 de janeiro.
