Filipe Luís na beira de campo em confronto contra o Vasco
Gilvan de Souza / Flamengo
Filipe Luís na beira de campo em confronto contra o Vasco

As entrevistas de Filipe Luís e José Boto não deixaram margem para nenhum tipo de suposição. 

O presidente do Flamengo, BAP, usou o poder do cargo para interferir no planejamento do departamento de futebol. O famoso “manda quem pode, obedece quem tem juizo”.

Assim, saiu de cena o time sub-20 e, com menos tempo de preparação do que o indicado e com o treinador claramente contrariado, a cavalaria rubro-negra entrou em campo para encarar o Vasco

Aqui fico do lado do técnico. No longo prazo, essa demonstração de força do presidente pode custar caro. 

Fluminense x Flamengo (25/1)
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Mas é inegável que BAP tinha um argumento forte. A molecada não entregou os resultados esperados e colocou o clube na reta de um quadrangular contra o rebaixamento. 

Que não aconteceria, é óbvio. O problema, neste caso, seria incluir mais dois jogos num calendário já apertado. 

Além disso, a gestão atual tem uma visão ambiciosa. Vive um momento em que quer passar cada vez mais a imagem de potência financeira e esportiva.


Correr o risco de sofrer uma goleada para o Vasco (ainda que com a base e no irrelevante Estadual) geraria uma crise desnecessária para seguir caminhando com este projeto, digamos assim.

Presidente mandou recado. Filipe devolveu

Nesse cenário, o treinador ainda conseguiu poupar jogadores que costumam sofrer mais com a sequência de jogos, Arrascaeta e Jorginho

E também não contou com outras peças importantes como Danilo, Ayrton Lucas, De la Cruz e Saúl (este só deve estar à disposição em março ou abril). 

Entrou em campo com um time com mais jogadores considerados reservas do que titulares. Quando muitos esperavam um time de pernas pesadas, em ritmo abaixo do normal, o que se viu foi o extremo oposto. 

O Flamengo jogou como se estivesse em atividade há meses, não parecia um time que fez apenas nove dias de pré-temporada.

Intensidade alta durante toda a partida, pressão na saída de bola adversária, perde pressiona constante, volume de jogo, um verdadeiro amasso.

Ainda que o Vasco tenha jogado boa parte do segundo tempo com um jogador a menos, os números assustam: 32 finalizações contra apenas uma do rival. O 1 a 0 ficou barato.

Apesar de ser apenas o primeiro jogo e entender que ainda não era hora de estar ali, Filipe Luis mostrou que quando coloca o time em campo, cobra seriedade. 

O recado foi claro. A mentalidade de se impor e continuar dominando o futebol brasileiro e sul-americano não é apenas do presidente. Pelo menos nesse aspecto eles estão alinhados. 

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