
A equipe principal fez somente sua primeira partida na temporada, na vitória de 1 a 0 sobre o Vasco, na última quarta-feira (21), no Maracanã, pelo Campeonato Carioca. Mas já tem muito o que falar sobre o Flamengo de 2026. Antes do clássico, José Boto deu a primeira declaração sobre as negociações por Lucas Paquetá.
O diretor do futebol do rubro-negro explicou em que pé estão as tratativas para repatriar o meio do West Ham, contratação mais aguardada pelos torcedores. Ele afirmou que houve avanço, mas ressaltou que se trata de uma missão muito complicada, principalmente por se tratar de valores muito altos, que já foram abaixados.
"Tivemos avanços significativos, mas é uma operação muito difícil. São valores e um jogador de um patamar muito grande. Temos que ter paciência ao negociar com o West Ham. Não é exclusivo o clube brasileiro pagar parcelado. Todos os clubes do mundo pagam parcelado. Há uma série de tratativas que demoram. Queríamos o Paquetá já aqui e estamos trabalhando muito para que ele venha", disse Boto.
A espera pelo acerto com Paquetá é um grande teste de paciência para o clube. O brasileiro já estaria fora dos planos da comissão técnica de Nuno Espírito Santo, atual comandante dos londrinos. A informação dada por Marcelo Courrege durante a transmissão do último duelo.
Mudança de planejamento
O assunto que gerou maior debate no "mundo Flamengo", nos últimos dias, foi a mudança do planejamento traçado para os primeiros desafios do ano. A ideia inicial era utilizar o elenco profissional apenas a partir da estreia do Brasileirão, contra o São Paulo, no próximo dia 28. No entanto, tudo mudou com o inesperado fracasso da base.
A equipe de garotos comandada por Bruno Pivetti, treinador do sub-20, conquistou apenas um ponto de nove em disputa e deixou o rubro-negro com risco de jogar o quandragular final que decidiria o rebaixado do Estadual.
Foi nesse contexto que entrou a figura de Bap. O presidente do clube exigiu que o time principal voltasse antes do esperado por questões "institucionais". Sua participação no departamento de futebol gerou críticas, já que o próprio afirmou diversas vezes que deixaria tudo da pasta nas mãos de Boto. O executivo português saiu em defesa do mandatário:
"Importante dizer que, em um ano e um mês que estou no Flamengo nunca o presidente interferiu em escalação. Nunca se passou e nem se passou agora. Passou agora que mudamos o planejamento por razões institucionais. Nós tivemos debates sobre isso e foi decidido que tinha de fazer essa mudança. O planejamento está feito e não vamos divulgar (sobre os próximos jogos)."
