
Depois da derrota na difícil estreia em 2026 contra a canadense Victoria Mboko, 17ª do ranking, em Adelaide, Bia Haddad Maia se prepara para defender os 130 pontos que ganhou em Melbourne no ano passado, alcançando a 3ª rodada. Depois de uma pausa de quase quatro meses, a primeira derrota não deve ditar o ritmo da temporada da brasileira, que tem tudo para recuperar posições até maio.
Bia no Aberto da Austrália
Na estreia no Aberto da Austrália, primeiro Grand Slam do Ano, Bia entra como favorita para enfrentar Yulia Putintseva, do Cazaquistão, apenas nº 105 do mundo. Se passar pela primeira rodada, a situação pode ficar bem mais complicada. A brasileira já pode pegar a 20ª do ranking da WTA, a ucraniana Marta Kostyuk.
Onde assistir:
Bia Haddad Maia (BRA) x Yulia Putintseva (CAZ): sábado (17), a partir das 21h30, na ESPN e Disney+
Se não conseguir repetir o resultado de 2025, a tenista nº 1 do Brasil pode sair das 60 — ou até mesmo das 70 — melhores do mundo. Mas, daí em diante, Bia tem todas as condições de se recuperar, pois não terá pontos a defender até maio.
"Sair do buraco" em 2026
Os meses seguintes coincidem com o péssimo momento que Bia Haddad viveu na temporada passada, com 9 derrotas consecutivas. A vantagem é que agora tudo o que vier é lucro, e a brasileira já provou que ainda tem condições de fazer boas campanhas nos grandes torneios, jogando de igual para igual com praticamente qualquer adversária.
Por outro lado, algumas das rivais diretas tem muitos pontos a defender no mesmo período, como Maria Sakkari (52ª) e Magda Linette (53ª), campeã e vice dos Masters 1000 de Madri. Também é o caso de Emiliana Arango (50ª), vice-campeã em Mérida, e Alexandra Eala (49ª), semifinalista no Masters de Miami, ambas com mais de 300 pontos para defender apenas nesses torneios.
Bia Haddad como franco-atiradora
De fevereiro a maio, Bia deve disputar 9 torneios: os WTA 500 de Abu Dhabi, México e Stuttgart, além dos WTA 1000 de Doha, Dubai, Indian Wells, Miami, Madri e Roma. Se avançar até a segunda rodada de cada um destes torneios, por exemplo, a brasileira já ganharia pontos suficientes para entrar no top-50. Como alternativa, Bia poderia abrir mão de algum WTA 500, caso de Stuttgart, para jogar competições com menos concorrência, como o WTA 250 de Rouen.
Na segunda metade de maio, Bia deve voltar à França de qualquer maneira para defender pontos importantes em Estrasburgo, onde chegou até a semifinal em 2025. Mas a ex-top 10 do mundo ainda vai entrar como “franco-atiradora” em Roland Garros, Montreal e Cincinnati, antes de defender a excelente campanha no US Open, onde só caiu diante da finalista Amanda Anisimova, atual nº 4, nas quartas de final.
