
Apresentado na tarde desta terça-feira (13) pelo Cruzeiro, Gerson esteve ao lado do proprietário da SAF do clube, o empresário Pedrinho, e do diretor executivo Bruno Spindel para responder suas primeiras perguntas oficialmente como jogador do clube mineiro. O meia de 28 anos se emocionou ao falar de seu pai, Marcão, que é também seu empresário e que tem sido criticado pela condução de sua carreira.
“Hoje em dia sou eu que estou sendo o pai dele”, disse, brincando, antes de falar mais sério e se emocionar. “Se hoje eu estou aqui, foi, primeiro, por Deus, pelo talento que ele me deu, por todo dia que ele me permitiu levantar e meu pai que foi o meu primeiro treinador.”
“Muitos de vocês não sabem, mas ele foi o meu primeiro treinador. Eu comecei o treinamento na rua. A gente esteve junto quando a gente passava dificuldade. Meu pai sempre acreditou em mim. Até mesmo quando eu não acreditava, meu pai acreditou. A gente briga bastante, mas, é emocionante falar isso, porque, muitas pessoas criticam, falam muita coisa, mas, é fácil você falar da vida do próximo do que da nossa própria vida."
"Criticam muito ele, falam muita coisa. Quando se está no sofá de casa, é muito fácil pegar o telefone e falar atrás de uma rede social. Ninguém sabe o que a gente passou. Ele estava sempre comigo quando não tinha nada o que comer em casa. Não vai ser agora que eu vou abandonar ele."
"Estamos juntos até o final, e, se hoje eu estou aqui, feliz, esse choro não é um choro de tristeza, é um choro de alegria, porque só nós sabemos o que a gente passou. Se hoje eu posso dar uma vida boa, para a minha família, posso dar uma escola digna, para a minha filha, eu agradeço ao meu pai.”
Outros temas da apresentação de Gerson
Idas e vindas do exterior para o Brasil
“Na minha primeira saída do Brasil, eu fui pra Roma, muito novo e ainda não estava pronto. Sou um cara muito sincero, não estava pronto e decidi voltar pro Brasil, pro meu país. Depois de volta pro Brasil, onde eu tive grandes coisas conquistadas, fui para o Olympique de Marseille. Antes disso, tem a minha passagem pela Fiorentina, onde na minha maioria dos jogos eu fui titular.”
“Chega a ser engraçado, as pessoas falam muitas vezes que eu não dei certo na Europa, mas se vocês parar e analisar direitinho, se você olhar minha passagem na Florentina, sempre joguei. Depois, eu volto pro Brasil, vou pra Marseille, onde eu fiz mais gols e era a camisa mais vendida do elenco. Se você perguntar pro Sampaoli, pode ter certeza que ele vai dizer coisas boas.”
“Depois, acaba acontecendo, eu faço a escolha de — e sou um cara que sou grato a Deus pela minha escolha —, volto de férias e tenho a oportunidade de jogar num grande clube, com um projeto excepcional pra minha carreira. Eu acho que se fosse outra pessoa aqui no meu lugar, faria o mesmo. Não me arrependo de nada que eu fiz na minha vida. O mais importante hoje é frisar que eu esou muito feliz.”
Estreia no Cruzeiro
“Estou trabalhando bastante para estar à disposição o mais rápido possível. (...) Então, (quero estrear) o mais rápido possível, eu já quero estar podendo ajudar e retribuir todos os esforços que foram feitos por mim.”
Vício em vencer
“Aqui temos tudo para fazer e desempenhar um bom trabalho dentro de campo. E o mais importante é que eu estou tendo a oportunidade de escrever o meu nome em um grande clube. (…) O Bruno (Spindel) já me conhece, sabe a vontade que eu tenho de vencer. Foi assim que eu fui criado na vida. Eu tive que vencer na vida, né? Porque a gente vem de diversas dificuldades. Sei que não só eu, muitas pessoas passam por dificuldades. Então, eu criei o único vício que tenho na vida, que é vencer. Eu gosto de vencer e é isso.”
