
O retorno de Gabigol ao Santos foi marcado por um discurso de maturidade e pés no chão. Em sua apresentação oficial nesta segunda (5), o atacante deixou claro que enxerga o momento como um recomeço e que qualquer projeção individual, incluindo a seleção brasileira , passa, antes de tudo, pelo desempenho diário com a camisa alvinegra.
Ao falar sobre a convivência e a parceria com Neymar, Gabigol disse que o sucesso do projeto no Santos depende muito mais da construção de um time competitivo do que de nomes isolados, por mais decisivos que sejam.
Gabigol e Neymar no Santos
Gabigol destacou que a responsabilidade de carregar o time não pode recair apenas sobre Neymar ou sobre ele próprio. Durante a coletiva, o camisa 9 disse que a dupla precisa mais dos companheiros do que o inverso.
“Tanto eu quanto ele precisamos muito mais do time do que o time da gente. Então, a gente tem que montar uma equipe forte, uma formação que ajude quem está na frente e quem está atrás. O que precisar de mim, vou estar disponível para ajudar, dentro e fora de campo”, disse o reforço santista,
Seleção brasileira
Quando o assunto foi a Seleção, o atacante adotou cautela. Apesar de reconhecer que vestir a camisa verde e amarela é um sonho permanente, Gabigol foi honesto ao avaliar o cenário atual. Segundo ele, o momento não credencia automaticamente uma convocação, e o foco total está em corresponder dentro do Santos.
Reencontrar os ídolos e ajudar os #MeninosDaVila ! 🤍🖤 pic.twitter.com/OVNZWE3BLE
— Santos FC (@SantosFC) January 5, 2026
“É claro que é um sonho estar na Seleção. Sempre vai ser um objetivo até o momento que eu encerrar minha carreira. Mas creio eu que o meu momento não condiz com isso. Mas também não é impossível ", afirmou.
Pronto para estrear
O atacante afirmou estar fisicamente e mentalmente preparado para atuar já no primeiro jogo oficial da temporada contra o Novorizontino, no próximo sábado (10), pela 1ª rodada do Paulistão, deixando a decisão final nas mãos do treinador Juan Pablo Vojvoda .
“Espero que sábado seja uma estreia muito bonita para nós. Vamos enfrentar um grande adversário, que vem treinando antes da gente, isso conta. Creio eu que, na Vila, a gente não pode deixar ponto ", disse.
Relação com a torcida
Outro tema abordado foi a relação com a torcida santista, especialmente após episódios de vaias em passagens recentes por Flamengo e Cruzeiro. Gabigol tratou o assunto com naturalidade, reconhecendo o papel passional do torcedor.. Para ele, o retorno representa um novo capítulo.
“Eles estavam defendendo o Santos. Eu sou santista. Eu também estive muito ali na Jovem e xinguei muitos jogadores, quando saía do Santos e vinha jogar aqui. Eu defendia outro time, e todo mundo sabe da minha característica como pessoa", finalizou.