
O 2025 começava de forma muito animadora para o Santos . Não foi pelo retorno à elite do futebol brasileiro, e sim de um craque que deixou saudades na Vila Belmiro. Neymar chocou o país ao voltar para o clube que o revelou, após mais de uma década no exterior, e animou os torcedores com futuro da temporada. No entanto, as coisas estiveram longe de ser como esperado, e o recasamento entre as partes passou por requintes de desespero, antes do alívio final.
A equipe que iniciou comandada por Pedro Caixinha, trocou para Cléber Xavier e terminou com Pablo Vojvoda, passou por maus bocados no ano. Mesmo com somente o Brasileirão a disputar em boa parte dele, sofreu até a última rodada para se livrar do rebaixamento — seria o segundo consecutivo. Os já recorrentes problemas físicos do camisa 10 foram determinantes para que ele se ausentasse em parte dessa trajetória, mas assumiu o protagonismo na "hora H" para livrar o Peixe da queda.
O ano de Neymar na volta ao Santos
Ney estava sem espaço no Al-Hilal, depois de passar mais de um ano se recuperando do rompimento ligamentar no joelho esquerdo. Com a Copa do Mundo de 2026 cada vez mais próxima, acreditou que a volta ao Brasil seria o que precisava para resgatar o futebol que encatou a todos e, de quebra, garantir seu lugar entre os convocados para principal competição do planeta.
Início de muita festa
Se dependesse apenas do recebimento da torcida, os dois desejos iriam se concretizar com sobras. O retorno de um dos jogadores mais emblemáticos do clube foi tratado da maneira que merecia. A apresentação aconteceu numa Vila Belmiro lotada, mesmo em noite de muita chuva na Baixada Santista. Os estádios do Campeonato Paulista estavam sempre abarrotados de pessoas que queriam ver de perto o craque em ação.
Problemas com lesões
Apesar de ter dado um ótimo indício na reta final de participação no Estadual, com seis participações diretas para gol em quatro partidas, foi a partir dali que o meia-atacante iniciou o caminho das lesões em 2025. Foram quatro no total, que o deixou fora de combate por 125 dias. Neste período, precisou se ausentar de 22 desafios — mais de 40% do Peixe.
Pior derrota da carreira
Dentre as diversas contusões, Neymar deve ter se arrependido de participar de uma das 28 partidas no ano, em especial. O camisa 10 atuou nos 90 minutos na goleada de 6 a 0 do Vasco sobre o Santos, num Morumbi lotado. Ele deixou o estádio do São Paulo com um cartão amarelo e a pior derrota já sofrida na carreira. Ainda por cima, a diretoria do clube optou por demitir Cléber Xavier por conta do revés histórico.
Postura muito criticada
Outro compromisso que o craque deve querer apagar da memória na última temporada é a vitória de 3 a 2 do Flamengo sobre o Peixe. E não pelo resultado negativo, já esperado pela força do adversário. Mas sim pela postura que apresentou em campo, que foi bastante criticada. Além do excesso de esporros nos companheiros de time, ficou irritado ao ser substituído quando o rubro-negro vencia por três gols de diferença, se encaminhou diretamente para o vestiário e não viu a equipe de Vojvoda marcar duas vezes.
A torcida do Santos deixou uma mensagem para o Neymar em frente ao CT do clube:
— Doentes por Futebol ⚽ (@DoentesPFutebol) November 13, 2025
📸 Globo Esporte pic.twitter.com/w6Zn8Crf07
Chamou a responsabilidade no final
Ciente da situação delicada do Santos, Neymar esclareceu todo ocorrido com treinador e assumiu o mau comportamento. Esse foi o pontapé inicial para dar uma virada de chave no fim do ano. O craque que os torcedores esperaram aparecer de fato, por tanto tempo, deu as caras quando mais precisaram. Mesmo com dores no joelho esquerdo, ele decidiu jogar nas três rodadas finais do Brasileirão e decidiu a parada para o Peixe: marcou quatro gols e deu uma assitência na sequência de três vitórias seguidas.