Já faz quase uma semana que o Cruzeiro deu adeus para o sonho do conquistar a Copa do Brasil, mas os torcedores seguem feridos pela eliminação para o Corinthians na semifinal. Personagem central da disputa de pênaltis perdida pelo Cabuloso, Gabigol comentou pela primeira vez sobre a cobrança desperdiçada, que garantia a vaga na final. Apesar de ressaltar que não estava nas melhores condições para missão, ele assumiu o erro.
O atacante fez uma primeira temporada muito abaixo no clube, e essa pode ter sido a última impressão que deixou na Toca da Raposa. Isso porque deve deixá-lo, diante da baixa minutagem e alto custo. Foi esse contexto que o fez entrar apenas nos minutos finais da partida que, segundo o camisa 9, teve influência na falha:
"Combinamos que se o Corinthians perdesse mais um, eu iria bater o quarto para tentar acabar logo. Tinha confiança dos jogadores em mim. Entrei faltando três minutos. Isso influenciou? Acho que sim. Nem toquei na bola, estava meio frio, mas eu errei. Não tenho problema em assumir."
Gabigol nega erro proposital
Por ser considerado um grande especialista na marca do cal, dado o histórico no Flamengo — teve 84% de aproveitamento nas cobranças, muitos cruzeirenses alegaram que Gabigol teria cometido o erro de maneira proposital. O desempenho dele em pênalti na equipe mineira, entretanto, não é das melhores: acertou cinco dos oito que bateu.
"Falar uma coisa dessa (que o erro foi proposital) é barbaridade. O que eu ia ganhar perdendo um pênalti? Pior, talvez, sejam as pessoas acreditarem. Isso que me deixa revoltado", disse Gabigol.
Possível reencontro de Tite e Gabigol
A semana não deve estar fácil para o Gabriel Barbosa. E não somente pelo pelo pênalti desperdiçado, como também pelo novo comandante do time. Não que a permanência de Leonardo Jardim seria boa para ele, mas a chegada de Tite pode azedar ainda mais sua situação no Cruzeiro. Os dois não têm o melhor passado.
O atacante já reforçou, diversas vezes, publicamente ainsatisfação com o experiente treinador, com quem trabalhou na seleção brasileira e no Flamengo. Presidente do clube, Pedrinho, inclusive brincou que Gabigol havia feito uma ressalva sobre uma possível contratação do profissional, na apresentação do camisa 9: "Se fosse para vir um técnico, ele não viria".
"A situação é muito clara, até o Pedrinho brincou na apresentação (risos). Ele é o treinador do time. Não tenho nada contra ele. Dei minha opinião, ele tem a dele, mas estamos pelo Cruzeiro. É sobre o grupo, sobre o Cruzeiro ganhar, e ele sabe, porque a gente viveu no Flamengo", disse Gabriel.
"Não tivemos problemas, discussão no Flamengo. Respeito ele, como respeito todos. Ele quem vai mandar, eu sou o jogador, e o que tiver que fazer para ajudar o Cruzeiro, eu vou fazer", completou.