Foi por muito pouco, mas o Flamengo ficou no quase pelo título da Copa Intercontinental, na quarta-feira, no estádio Ahmad bin Ali, no Catar. Após 120 minutos de muita luta, em que ficou no empate de 1 a 1 com PSG, parou no goleiro Safonov na disputa por pênaltis e viu o sonho de reconquistar o mundo ficar para outro momento. Os rubro-negros ficaram num mix de decepção, por ver o troféu escapar das mãos, com esperança, de que o caminho por esse está cada vez mais perto de se consolidar.
Seis anos separam os últimos e únicos dois vices do clube na competição. Entre eles, tem uma participação para esquecer em 2023, quando caiu para o Al Hilal na semifinal. Na primeira oportunidade de disputar a decisão, acabou derrotado pelo Liverpool por 1 a 0 na prorrogação. Desta vez, ficou ainda mais próximo, e não somente por ter conseguido levar a definição do título para marca da cal.
Fla mostra estar mais preparado
A equipe comandada por Filipe Luís, personagem que esteve dentro de campo no revés de 2019, deu por diversos indicativos da distância pela conquista mundial ter diminuído bastante. Fato que escancara a evolução estrutural do clube de temporada em temporada. Por isso, a sensação entre os torcedores é que o título deve acontecer nas iminentes futuras oportunidades que aparecerem.
Elenco mais recheado
Uma deficiência que ficou evidente no duelo contra os Reds foi a falta de opções que Jorge Jesus tinha entre os reservas, para manter a qualidade do time. Diante dos parisienses, a evolução neste quesito ficou escancarada. Jogadores que entraram no decorrer do jogo, como De la Cruz, Saúl e Cebolinha, não só conseguiram fazer o Fla seguir competindo, como melhoraram o coletivo.
Casca contra gigantes europeus
Na derrota para o Liverpool, o rubro-negro enfrentava uma equipe deste calibre pela primeira vez — em partidas oficiais — desde o título de 1981, sobre o mesmo adversário. Agora, a situação era completamente diferente. Só nesta temporada, os comandados de Filipe Luís já haviam tido pela frente o Chelsea, que venceu por 3 a 1, e o Bayern de Munique, que perdeu por 4 a 2, ambos no Mundial de Clubes .
Projeto a longo prazo
O clube ainda não tem a garantia da permanência do treinador, mesmo que a renovação do contrato esteja próxima da confirmação. E é claro que qualquer projeção do futuro passa por ele. O planejamento da diretoria de futebol, entretanto, é pela manutenção do "DNA Flamengo" na forma de jogar. O chefe da pasta, José Boto, já deixou claro que esta formação de identidade será sempre inegociável enquanto estiver no cargo, independente de quem esteja à frente do time.
Clube mais estruturado
Os projetos e elenco mais bem lapidados não vieram do acaso. O Fla mostra estar cada vez mais estruturado em todos os aspectos. A evolução que vem acontecendo de ano a ano é resultado do projeto que iniciou-se lá atrás, em 2013. E, mesmo com os resultados esportivos recentes, a diretoria está longe de se acomodar. É difícil saber até onde o orçamento pode chegar: a receita de 2025, por exemplo, vai ultrapassar os R$2 bilhões .
Temporada histórica
Em temporada mais longa que o normal — por conta do inédito Mundial de Clubes —, que disputou 78 partidas, o Flamengo termina ela muito por cima. O vice do Intercontinental, apesar de deixar o gostinho de "quero mais", fecha uma trajetória de muito sucesso e, mais importante, títulos. Os seis canecos que foram levantados ficarão para sempre marcados na memória dos rubro-negros.