2025 começou como todos os anos mais recentes: o Flamengo entrou na temporada como um dos favoritos em todas as competições, exceto duas: os Mundiais da Fifa.
A primeira Copa do Mundo de Clubes foi vista como uma oportunidade de enfrentar times de outros continentes, especialmente os europeus.
O Intercontinental , que será reconhecido como Mundial, é visto como uma possibilidade real, porém remota, de ser campeão. Fato é que o Flamengo fez o que se esperava e chegou à final do torneio. Agora, entra como uma espécie de azarão para o duelo contra os franceses.
As chances de vencer são mínimas, mas recentemente apontei por aqui algumas razões que o Flamengo poderia ter para acreditar. E elas continuam valendo.
2025 histórico pode igualar feito raro
Até hoje, apenas uma equipe no futebol brasileiro conquistou o Brasileirão, Libertadores e Mundial no mesmo ano: o Santos do Rei Pelé, em 1962.
Se Flamengo (2019 e 2025) e Botafogo (2024) conseguiram vencer os dois títulos principais em disputa por aqui, nenhum deles conseguiu colocar a cereja no bolo. Mas a equipe de Filipe Luís ainda terá essa oportunidade.
Pelo abismo atual que existe entre as potências daqui e de lá, tem sido raro ver clubes brasileiros vencendo o torneio. O último foi o Corinthians em 2012. Antes, Inter e São Paulo, em 2006 e 2005, respectivamente.
Por isso essa disputa deve ser tratada assim, como a cereja do bolo. Em caso de vitória, serve para entrar definitivamente na história do clube e igualar um feito quase inédito.
Em caso de derrota, não apaga em nada a temporada vencedora, e também histórica, que foi feita até aqui. O famoso “o que vier é lucro”.
Os caminhos para o título
Não deixa de ser tentador sonhar com um jogo perfeito, em que tudo dá certo para nós e errado para eles.
O Botafogo até mostrou um caminho na Copa do Mundo de Clubes , mas o Flamengo (e o técnico) não tem o perfil de quem vai abdicar de jogar. Pode ser até que não consiga impor seu jogo, mas não por opção.
Se tiver a chance, vai tentar ter a posse, controlar a partida e atacar. Difícil, mas no futebol nada é impossível.
O PSG pertence à família que comanda o Catar . Ou seja, estará jogando “em casa” para conquistar um título inédito. É possível que escalem o que tem de melhor. A intensidade costuma ser alta e o time é muito qualificado em todos os setores, com destaque para os meio-campistas e atacantes.
Desafio que a defesa rubro-negra encarou uma vez no ano, contra o Bayern, e não foi tão bem. Mas este jogo pode — e deve — servir de aprendizado. O Flamengo pareceu nervoso, errou mais do que o normal e acabou pagando caro por isso. Com essa experiência vieram ensinamentos valiosos.
Soma-se a isso o momento de Arrascaeta, o retorno de Pedro (que mesmo sem ritmo pode ser importante nesta final), muitos jogadores com vivência em grandes ligas europeias e a boa fase do time, e o resultado da equação é que a Nação está liberada para acreditar na vitória.
O desafio é enorme. Tão grande quanto ele será a recompensa. O Flamengo não tem a obrigação de vencer. Mas se o título vier, todos estarão definitivamente no panteão de lendas rubro-negras e do futebol brasileiro.