Renato Paiva com Luis Enrique em primeiro plano
Vítor Silva / Botafogo
Renato Paiva com Luis Enrique em primeiro plano


Adversário do Flamengo na final do Intercontinental  —  após o rubro-negro vencer o Pyramids por 2 a 0 —, o Paris Saint-Germain já perdeu para um clube brasileiro em 2025. Foi diante do Botafogo, ainda na fase de grupos da Copa do Mundo de Clubes, quando o time carioca venceu por 1 a 0, no Rose Bowl, nos Estados Unidos.

O responsável por essa façanha foi o técnico Renato Paiva, hoje sem clube após ser demitido pelo próprio Botafogo apenas dois jogos após o feito e pelo Fortaleza, que terminou rebaixado no Brasileirão.

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Em depoimento publicado no jornal O Globo em julho, o treinador detalhou nos pormenores como montou a estratégia daquela partida, o que pode servir de referência para Filipe Luís montar seu plano para o jogo contra o PSG na quarta-feira (17).

Em 19 de junho, o Botafogo teve uma postura extremamente defensiva — bem diferente da característica do Flamengo — e conseguiu a vitória com um gol de Igor Jesus aos 35 minutos do primeiro tempo.

Anular pontos fortes do rival

Segundo o treinador português, ele buscou anular os pontos fortes do time francês.

“O PSG é um time que gosta de acumular jogo por dentro, com associações curtas e rápidas. Quando a bola cai nas pontas, é geralmente para buscar o um contra um, mas eles não são uma equipe de cruzamentos. E foi aí que conseguimos desmontá-los: levamos o jogo para onde eles não gostam de jogar”, relatou Paiva, em depoimento publicado pelo Globo.

“Toda vez que a bola ia para a lateral, os três médios (jogadores de meio-campo) deslizavam para aquele lado para evitar o jogo por dentro ou a bola curta de fora para dentro, que é uma das armas do PSG. Foi assim que construímos a vitória. E tivemos jogadores que executaram com disciplina e inteligência.” 

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