O Maracanã lotado pôde presenciar um clássico movimentado nesta quinta-feira (11), na vitória de 2 a 1 do Vasco sobre o Fluminense, pela ida da semifinal da Copa do Brasil . Cada torcida teve 45 minutos para chamar de seu na partida. E os tempos opostos deram a tona da virada do cruz-maltino que, apesar de o dar a vantagem mínima, ainda está longe de deixar o confronto decidido.
Diante dos atuais momentos dos rivais estaduais, era de se imaginar que o tricolor entrava para o jogo com um leve favoritismo. E esse se confirmou na etapa inicial, que culminou na vitória parcial dele. O esporro de Fernando Diniz no intervalo, entretanto, surtiu efeito imediato. Não à toa, voltaram melhores e conseguiram não só deixar tudo igual no placar, como passar à frente dele nos últimos minutos.
Serna confirma boa fase
O domínuio da equipe comandada por Luis Zubeldía no primeiro tempo foi evidente. Mas a única chance que conseguiu converter em gol surgiu de uma bola parada, em bela jogada ensaiada inclusive: Renê cobrou falta para Thiago Silva na segunda trave, que ajeitou de cabeça para Serna dominar, bater rasteiro e contar com desvio em Andrés Gomez para entrar no cantinho de Léo Jardim.
A grande fase vivida pelo Fluminense sob comando do treinador se dá muito pelo desempenho do colombiano no período. Na sequência de oito duelos invictos, ele foi dirertamente responsável por sete das 14 bolas na rede — marcou quatro vezes e deu sete assistências.
Vasco volta em outra rotação
A expectativa dos milhares de vascaínos, que eram ampla maioria no estádio, era por uma postura completamente diferente no segundo tempo. E a preeleção de Diniz dentro de campo já era o sinal que o time que vinha para os últimos 45 minutos finais seria outro. O cruz-maltino conseguiu neutralizar o adversário e ter o controle das ações do jogo durante praticamente toda etapa final.
As recompensas pela mudança drástica vieram em duas fases diferentes: Rayan conseguiu empatar ainda na parte inicial e Vegetti confirmou a vitória nos acréscimos.
"Paramos de jogar, né? Eles pressionaram. Estavam pressionando bem, encaixaram bem, e a gente não estava conseguindo sair da marcação. Nem a bola em profundidade que foi falada a gente fez hoje. Acho que a gente fez até bastante bola longa, mas sem movimento, sabe? Enfim, não é culpa, não é apontar dedo para ninguém", disse Thiago Silva, após o apito final.
Nada decidido
Apesar de estar na frente no placar agregado, a vaga para decisão ainda está em aberto. O Fluminense só precisa de uma vitória simples para levar a disputa pela classificação para os pênaltis. O duelo de volta acontece no domingo (14), às 20h30 (de Brasília), no Maracanã. Os ingressos para o clássico decisivo estão esgotados.