
A quarta final da Libertadores que o Flamengo vai disputar nas últimas sete temporadas, algo impensável até o ciclo vitorioso iniciar em 2019, tem um peso enorme.
Ela vale muito mais do que o título desta edição. É um jogo com contexto específico e tudo que gira ao redor dele faz dessa disputa uma das maiores da história do Flamengo, pelo menos de uns 40 anos para cá.
O adversário, já que o Palmeiras tem rivalizado e vem medindo forças contra nós nestes anos.
A possibilidade de ser o primeiro clube brasileiro tetracampeão da Glória Eterna, deixando para trás o próprio Palmeiras, Grêmio, Santos e São Paulo.
A vaga na Copa do Mundo de Clubes de 2029. E a revanche pela final de 2021, perdida no trágico escorregão de Andreas Pereira, que vai estar no confronto, mas agora defendendo as cores do outro lado.
Dito tudo isso, é uma final extremamente complicada e que passa por determinados elementos para o Flamengo chegar ao título.
O estrategista Abel Ferreira
É inegável que, nesse tipo de jogo, o português tem mais experiência que Filipe Luís. Nos anos de Palmeiras são muitos enfrentamentos em mata-mata, nos tais jogos decisivos. E Abel costuma surpreender em muitos deles, mudando esquema tático e até jogadores.
Para vencer o duelo, é fundamental que nosso treinador se prepare para todos os cenários possíveis e tente prever, por mais difícil que seja, o que o adversário pretende fazer no jogo, especialmente no começo.
Erro zero, concentração máxima
Uma das grandes críticas da torcida ao time durante o ano. Em alguns momentos chave da temporada, não foi raro ver o Flamengo cometendo erros bobos em lances capitais ou entrando em campo sem a postura adequada ao jogo, muitas vezes passando a impressão de ser um time blasé.
Numa final de jogo único, qualquer vacilo pode ser fatal - como 2021 acabou ensinando.
A magia da camisa 10
Se o Flamengo quiser ser campeão, não vai ter jeito. Arrascaeta precisará estar em um dia inspirado. O uruguaio faz excelente temporada, vive ótimo momento e tem sido o jogador mais decisivo do time.
Pode até ser que outros jogadores assumam o papel mas, hoje, qualquer um apostaria nele para ser o grande nome do Flamengo na decisão.
O “trauma” das finais com Filipe Luís.
Cada jogo é um jogo. Mas todo rubro-negro sabe que o atual treinador não tem um bom retrospecto nas finais de Libertadores. Em 2019, contra o River, ele foi muito mal e jogou abaixo do esperado.
Em 2021 e 2022, saiu machucado no primeiro tempo contra Palmeiras e Athletico-PR, respectivamente.
Agora fora de campo e principal tomador de decisões, é fundamental que esteja em um dia inspirado e faça sua primeira grande final da competição.
O velho Bruno Henrique
A temporada foi longe de ser boa. Como se diz no futebol, andou “brigando com a bola”. Mas o torcedor conhece o auge de Bruno Henrique e o quanto ele gosta dos jogos e palcos grandes. A alcunha de Rei dos Clássicos não foi dada à toa. Também já foi Rei da América.
E, agora, na reta final de 2025, parece ter reencontrado o caminho. Talvez não do melhor futebol que ele possa apresentar, mas o das redes, que me parece mais importante a essa altura. Em novembro são 6 jogos e 6 gols.
Sem Pedro, ter um jogador experiente, que gosta de resolver, fazer gols marcantes e que vive ótima fase, é um excelente reforço para uma final de jogo único.
O desafio é imenso, mas o Flamengo tem tudo para superá-lo. E esses cinco fatores serão a diferença entre o sucesso e o fracasso.
