Tamanho do texto

Nome de bastismo do reforço do São Paulo é Jonathan Doin, mas ex-técnico dizia que era muito meigo para um zagueiro

Em 2007, o Iraty estava pronto para atuar no Campeonato Paranaense com um zagueiro chamado Jonathan Doin. Mas o técnico Karmino Colombini interveio por considerar o nome de batismo pouco intimidador para a posição e convenceu seu jogador a se tornar Paulo Miranda . A estratégia deu certo, mas o atleta, aos 23 anos, ainda demonstra timidez para se impor em seus primeiros dias no São Paulo .

Leia também: São Paulo considera Roger Guerreiro contratação digna de demissão

"Xerife creio que não serei, mas darei o máximo de mim", prometeu o jogador vindo do Bahia em sua primeira entrevista coletiva pelo Tricolor paulista, completamente adaptado ao apelido que se tornou seu nome no futebol há cinco anos.

"O treinador falou que Jonathan Doin era muito meigo para zagueiro. Ele foi procurando, pensou em Paulo Assunção, Paulo não sei o quê, até chegar a Paulo Miranda . Na súmula, escrevi Paulo Miranda em vez de Jonathan Doin e acabou pegando", contou, hoje rindo da sua história.

Leia ainda: São Paulo apresenta reforços com camisa de antigo patrocinador

O sorriso se abre mais ao falar da chance na equipe do Morumbi. Não é o primeiro grande clube do defensor, mas ele prefere nem comparar a oportunidade no São Paulo à passagem pelo Palmeiras entre 2008 e 2009. Vanderlei Luxemburgo, Jorginho e Muricy Ramalho, seus comandantes no período, raramente o relacionavam.

"Aprendi muitas coisas lá e só guardei o que foi bom, deixei a parte ruim de lado. Passei dois anos sem jogar. Não tenho mágoa nenhuma, mas tenho na minha cabeça que não vou repetir isso no São Paulo. Aprendi e sofri bastante em times pequenos depois, carrego isso comigo", relatou Paulo Miranda.

Após deixar o Palmeiras com poucos jogos - um deles foi a derrota para o Argentino Juniors, pela Sul-americana de 2008, na qual Luxemburgo nem viajou e comentou ao vivo para uma emissora de televisão -, o zagueiro defendeu o Oeste de Itapólis em 2010 e 2011 até chegar ao Bahia e, na Série A, chamar atenção do São Paulo .

"Desde a época no Palmeiras, creio que evolui bastante. Aprendi a errar menos e fiz excelentes partidas no Bahia, tive sucesso", comentou, sem esconder que não esperava a oferta vinda do Morumbi. "Fiquei bastante surpreso pelo time que é, pelo tamanho do São Paulo. Estou muito feliz, é um sonho estar aqui."

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.