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Equipe mineira supera o Santa Cruz-PE nas duas partidas da decisão e chega à Série C como campeão da quarta divisão nacional

O Tupi superou a pressão dos mais de 50 mil torcedores do Santa Cruz e conquistou a Série D do Campeonato Brasileiro
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O Tupi superou a pressão dos mais de 50 mil torcedores do Santa Cruz e conquistou a Série D do Campeonato Brasileiro
O Tupi não se intimidou com o fato de atuar em um Arruda com mais de 50 mil torcedores do Santa Cruz, e sagrou-se campeão brasileiro da Série D ao bater o time pernambucano, com gols de Alan e Henrique, neste domingo, por 2 a 0, no segundo jogo da decisão do campeonato nacional.

Já na primeira partida, realizada em Juiz de Fora (MG), o Tupi havia adquirido uma vantagem, pois vencera o Santa Cruz por 1 a 0, com gol de Ademílson. Com isso, o time mineiro teria a vantagem do empate neste domingo, e suportou a pressão dos donos da casa por quase toda a partida.

Atuando com o grande apoio de sua torcida, que lotou o Arruda mais uma vez, o campeão pernambucano buscou criar oportunidades, mas não conseguiu vazar a meta do goleiro Rodrigo, especialmente pelos erros de seus atacantes nas finalizações. Desta forma, em dois rápidos contra-ataques, o Tupi fez o que precisava e conquistou um título inédito em sua história.

Apesar do vice, o time do técnico Zé Teodoro conquistou o principal objetivo nesta Série D: o acesso. Além do Santa Cruz, subiram o campeão Tupi, o Oeste, de Itápolis, além do Cuiabá-MT

O Jogo

Desde o início, o Santa Cruz tomou as ações da decisão e pressionou o time visitante, que tentava apenas conter o ímpeto dos mandantes, sem criar grandes perigos ao goleiro Tiago Cardoso. Ainda assim, o nervosismo do time coral também atrapalhava, e, assim, embora com maior posse de bola, a equipe da casa não gerava chances de gol.

Com isso, o Tupi passou a igualar a partida e não se manteve de forma tão retraída. A postura deu chance para o Santa criar mais oportunidades, mas especialmente os atacantes Thiago Cunha e Fernando Gaúcho cansaram de perder gols.

Na saída para o intervalo, o técnico Zé Teodoro constatou que faltava ao seu time tranquilidade na hora de finalizar. Por isso, o comandante achou necessário o gol sair rápido na segunda etapa para seu time se acalmar. Colocou, então,  Ludemar na vaga de Fernando Gaúcho, e o jogador logo começou a incomodar a defesa do Tupi, tendo, inclusive, pedido um pênalti, não marcado pelo juiz Cleber Welington Abade.

Aos 19 minutos, Wesley esteve perto de abrir o placar para os donos da casa. Em cobrança de falta, o jogador do Santa obrigou o goleiro Rodrigo a fazer grande defesa. Incompetente nas finalizações, a pressão no Santa Cruz aumentava, o que facilitou a tarefa do Tupi.

Aproveitando-se do desespero do rival, o Tupi chegou ao primeiro gol aos 34 minutos: em rápido contra-ataque, Alan bateu o goleiro Tiago Cardoso e deixou a situação do Santa Cruz crítica: o clube precisaria fazer três gols para sagrar-se campeão.

Com o tento sofrido, o time mandante sentiu o golpe e três minutos depois sofreu mais um, novamente em jogada de velocidade do clube mineiro, desta vez com Henrique, que bateu o arqueiro, calando os mais de 50 mil torcedores que estavam no Arruda.

Ainda assim, mesmo sem o título, no final a torcida reconheceu o trabalho do Santa Cruz na temporada e exaltou a equipe, que conseguiu o principal objetivo neste Brasileiro: retomar sua vaga na Série C em 2012.

FICHA TÉCNICA
SANTA CRUZ 0 X 2 TUPI

Local: Estádio Arruda, no Recife (PE)
Data: 20 de novembro de 2011, domingo
Horário: 16h50 (de Brasília)
Árbitro: Cleber Welington Abade (SP)
Assistentes: Griselildo de Souza Dantas (PB) e Eduardo Lincoln Neves (RN)
Público: 54.815 pessoas
Renda: R$ 754.760
Gols: Tupi: Alan, aos 33 minutos da segunda etapa e Henrique aos 36 minutos da segunda etapa

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; André Oliveira, Renatinho e Leandro Souza; Eduardo Arroz, Bismarck (Washington), Memo, Weslley e Dutra (Kiros); Thiago Cunha (Ludemar) e Fernando Gaúcho
Técnico: Zé Teodoro

TUPI: Rodrigo; Marquinhos (Adalberto), Wesley Ladeira, Silvio e Michel (Henrique); Assis, Augusto, Marcel e Luciano Ratinho (Vitinho); Ademílson e Allan
Técnico: Ricardo Drubscky

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