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Atacante não se abalou com a reserva e já é o principal goleador do time na temporada, com oito gols

“Encarei a reserva como um obstáculo e uma motivação”. A frase é do atacante Thiago Ribeiro , do Cruzeiro , que experimentou o banco de reservas em alguns jogos no início da temporada. Entretanto, está difícil para o técnico Cuca manter o jogador fora do time principal, já que a cada jogo tem marcado gols e assumiu a artilharia do time na temporada.

Na partida contra o Funorte, Thiago Ribeiro começou como titular e marcou mais duas vezes. No total, já são oito gols em 2011: dois pela Libertadores e seis pelo Campeonato Mineiro. “A cada jogo temos que provar, eu fiquei no banco alguns jogos e não desanimei, pelo contrário, usei como motivação. Todos estão vendo que venho mostrando que mereço meu lugar na equipe. Minha vontade é sempre jogar, respeitando meus companheiros e ajudar o Cruzeiro”, disse o atacante.

O veloz atacante foi o artilheiro da Copa Libertadores de 2010 e acredita que as críticas sobre seu futebol foram pesadas demais para um início de temporada. “Sou uma pessoa que aceita as críticas e procuro melhorar com elas. Mas acho que pegaram pesado demais, pois fiz apenas três jogos como titular e já disseram que era má fase. Estávamos no início de temporada e eu ainda não estava no meu melhor momento fisicamente”, explicou.

Thiago Ribeiro tem sido uma das principais armas ofensivas do avassalador ataque do Cruzeiro
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Thiago Ribeiro tem sido uma das principais armas ofensivas do avassalador ataque do Cruzeiro

A partida determinante para a saída de Thiago Ribeiro do time titular foi o clássico contra o Atlético-MG, pela terceira rodada do Campeonato Mineiro, quando o Cruzeiro saiu derrotado por 4 a 3. O próprio atacante reconheceu que foi mal e rendeu abaixo do seu potencial.

Cuca disse entender a posição do atleta, que deseja voltar ao time titular. O treinador lembrou-se dos tempos de jogador. “O jogador é profissional, ele sabe que o treinador tem o direito de optar por quem ele quiser, até por respeito aos companheiros dele. Não só o Thiago, todos eles. Às vezes o cara fica um pouquinho mais bravo, mas cabe à gente saber conduzir também. Eu também ficava bravo quando ficava fora e hoje eu sei como é”, disse o treinador.

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