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Mano evita revanche: “Não vamos recuperar aquele resultado"

Técnico pede apoio aos torcedores e e descarta clima de vingança em relação à Holanda, algoz do Brasil na Copa de 2010

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

Mowa Press
Mano convocou nesta quinta a seleção que enfrenta a Holanda em amistoso
No dia 2 de julho de 2010, a Holanda decretou fim do sonho do hexa mundial naquele ano, o fim da era Dunga no comando da seleção brasileira e o fim da crença de quem um craque, no caso, Kaká, pode fazer a diferença mesmo muito longe das suas condições ideais. A virada por 2 a 1 tirou o Brasil da Copa do Mundo da África do Sul e, aparentemente, ensinou lições ao sucessor de Dunga, Mano Menezes, que faz o possível para não repetir erros e impedir que o clima de revanche tome conta da sua equipe.

Ainda se recuperando de lesão, Kaká está fora da partida contra os holandeses, no dia 4, em Goiânia, e também da Copa América. Só voltará a seleção em plenas condições. Neymar, preterido por Dunga, é nome certo, bem como Ganso, por quem Mano aguardará até o último momento para convocar para a competição na Argentina, se estiver em boas condições . O técnico quer uma seleção aguerrida, mas sem abrir mão da criatividade.

“Temos dois amistosos antes da Copa América, com um jogo que traz consigo um histórico recente, contra a Holanda. Entendo que estamos (Brasil e Holanda) pensando de forma muito semelhante. É só olhar a relação da Holanda. Convocaram todos, inclusive os que não vinham sendo convocados mas jogaram a Copa do Mundo”, alertou Mano, deixando claro que a partida não pode, e não deve, ser encarada como uma revanche. Nem pelos jogadores, tampouco pelos torcedores brasileiros:

“O torcedor pode ter o sentimento de querer ganhar da Holanda, porque também vamos nutrir esse sentimento aqui na seleção. Mas o torcedor é inteligente ao ponto de saber que não vamos recuperar aquele resultado e, para estarmos bem preparados se encontrarmos a Holanda lá, na hora certa, temos de avançar com a seleção agora”, afirmou o treinador.

Reuters
Seleção vai encarar novamente a Holanda depois da Copa da África

Pela primeira vez comandando a seleção dentro do Brasil, Mano disse não estar mais ansioso do que o normal, mas pediu apoio aos torcedores. Afirmou que, apesar de perceber que a torcida brasileira fica mais inquieta com a equipe jogando “em casa”, o ambiente precisa ser favorável à seleção.

“Não estou mais ansioso por ser técnico dentro de casa ou fora de casa. Tem de ter um nível de ansiedade que te deixe inquieto, que não te deixe se satisfazer com pequenas melhoras. É diferente jogar no Brasil, o brasileiro de um modo geral é mais inquieto dentro do nosso país, e é importante o torcedor assumir sua parcela nesse processo, que é ajudar a seleção na arquibancada. Criar um ambiente favorável. Às vezes você não joga tão bem, mas nesse momento o carinho e o respeito com o jogador da seleção é importante”, analisou.

O volante Ramires, do Chelsea, da Inglaterra, ficou fora da partida contra os holandeses na Copa de 2010 por conta de suspensão e também descarta um possível sentimento de revanche. “Não tem como negar que esse jogo contra Holanda fará todos recordarmos da última Copa do Mundo. Infelizmente fiquei suspenso e não pude ajudar naquela partida que acabou nos eliminando, mas isso já ficou para trás. Não podemos mudar o passado nem comparar os jogos. São situações completamente diferentes. Vamos focar exclusivamente no objetivo de nos prepararmos bem para a Copa América. Esse jogo será importante para isso, assim como a partida contra a Romênia”, disse Ramires.
 

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