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Conselheiros que votaram no atual presidente na última eleição podem mudar voto por causa de descontentamento com atual gestão

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Para sair como o candidato à reeleição na presidência do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo precisará aparar arestas. A afirmação é de Wlademir Pescarmina, que faz parte do mesmo grupo político do economista. O diretor de futebol explica que o seu mandato não foi unanimidade entre os que votaram nele e que um trabalho precisará ser feito para que a vitória se repita.

Pescarmona considera a possibilidade de nem todos os conselheiros que votaram em Belluzzo na eleição passada vote novamente no pleito de janeiro de 2011.

"Precisaremos aparar algumas arestas, acertar algumas coisas. A eleição é sempre difícil. Mas se a gente rachar, aí com certeza a oposição volta. E aí aguenta", disse Pescarmona.

O problema é que Belluzzo nunca gostou da parte política de ser presidente. Ou seja, nunca gostou de ir bastante ao clube, conversar com conselheiros. E ele precisará fazer isso agora.

A palavra rachar, aliás, é uma das mais comentadas na política palmeirense. Atualmente, dois nomes querem sair como candidatos. Salvador Hugo Palaia, atual presidente interino, e Paulo Nobre. O primeiro diz não abrir mão da candidatura. O segundo surge como opção para os conselheiros que não votariam nem na oposição e não toleram Palaia.

Belluzzo surge como a terceira opção ( entenda a briga na situação ). Ele seria o responsável pelo acerto entre os lados. Caso não haja união, o atual presidente licenciado sairá como candidato e tentará convencer Palaia e Nobre de comporem a chapa e desistirem de concorrer. Homens ligados aos dois candidatos, no entanto, não garantem que eles aceitem o pacto. O atual presidente não é mais unanimidade.

"O Belluzzo teve seus problemas, como todo governante teria. Mas há muitas melhoras que devem ser consideradas, como o marketing. Tem muita gente que fala da negociação com Valdivia ter saído cara. Eu prefiro vários Valdivias do que ter esses caras que foram contratados aí. Que a gente não pode contar para jogar, para vender, para nada", completou Pescarmona.

O governo Belluzzo também sofreu intervenção de seu próprio vice-presidente. Ao assumir, Palaia tirou destituiu de forma não tão agradável Gilberto Cipullo e seus companheiros de diretoria de futebol. Eles formam o grupo que prefeririam votar na oposição a ter de contribuir com a eleição de Palaia, por exemplo. Não à toa, já firmaram pacto caso seus antigos rivais assumam o poder .

Enquanto isso, tentanto juntar votos para voltar ao poder, a oposição já se definiu com Arnaldo Tirone como candidato . O conselheiro foi o escolhido de Mustafá Contursi, Afonso Della Monica e Carlos Fachina Nunes. Os ex-presidentes foram os responsáveis pelo pacto que também colocou Roberto Frizzo como primeiro vice-presidente da chapa opositora.

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