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Apesar de nota de protesto da diretoria santista, Luis Álvaro acredita que clube paraguaio não será punido

Vítima de atitudes violentas da torcida do Cerro Porteño (Paraguai) no jogo da última quarta-feira, no Estádio Olla Azulgrana, que garantiu o clube na final da Copa Libertadores da América, o Santos ingressou com uma notificação junto a Conmebol, entidade responsável pela organização do torneio, cobrando uma punição ao time paraguaio pelos incidentes dentro e fora de campo.

O ofício foi elaborado pelo departamento jurídico do clube e assinado pelo presidente santista, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro. Mas, apesar da manifestação repudiando atitudes como, por exemplo, o apedrejamento do ônibus da delegação do Peixe na chegada ao estádio do Cerro, o dirigente não acredita que a Conmebol irá aplicar algum tipo de sanção aos paraguaios.

"Não acredito que vá acontecer muita coisa. Realisticamente, o que poderia acontecer era ganharmos os pontos da partida, mas como estamos na final, isso não teria grande utilidade. Pode ser que interditem o estádio. Afinal, não pode haver a quantidade de paus e pedras que tinha dentro do estádio. É algo totalmente insensato. E fomos vítimas de agressão de tudo quanto é líquido, alguns de uma origem industrial não muito boa. Além disso, o ônibus da nossa delegação foi apedrejado", contou Luis Álvaro.

Questionado sobre o assunto, o técnico Muricy Ramalho demonstrou não ter esquecido a agressão sofrida nos minutos finais do duelo com o Cerro Porteño. O treinador foi atingido por um objeto jogado da arquibancada do Estádio General Pablo Rojas (Olla Azulgrana), na sua área técnica.

"Não sei se vai haver punição, mas isso tem que ter um basta. Não pode um cara ir bater escanteio e a polícia ficar protegendo-o com um escudo. Parece guerra e não um jogo de futebol. Lá em Assunção (Paraguai), as pedras e bombas eram jogadas a todo momento no campo. Apedrejaram o nosso ônibus. É preciso resolver isso. No entanto, do jeito que está, só vão tomar providências no dia em que acontecer alguma coisa muito grave mesmo ou alguém morrer. Ai vão querer tomar uma atitude", disparou Muricy.

O comandante alvinegro acredita que se a Conmebol seguisse na Libertadores o modelo implementado no futebol brasileiro, os incidentes nos estádios diminuiriam consideravelmente. "No Brasil esse é um problema que está superado. Caiu alguma coisa no gramado o clube é punido. Agora vê se cai mais alguma coisa no campo. O pessoal aprendeu. Tem que se punir para acabar com isso", encerrou.

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