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Goleiro era o último que conseguia o respeito de todos palmeirenses. Até Felipão já é contestado

Em 2012, o Palmeiras não deve ter um pingo de paciência de sua torcida. A saída de Marcos não deixou nenhum jogador que seja unanimidade com os torcedores e a crescente fila de títulos de expressão que a equipe acumula só deve piorar a pressão que o elenco suportará já a partir deste sábado, quando o amistoso diante do Ajax-HOL abre a temporada.

Nem mesmo o treinador campeão da Libertadores em 1999, Luiz Felipe Scolari, consegue ter o respaldo de 100% dos torcedores. Além da organizada, que já xinga e ironiza o pentacampeão, pessoas que não são membros da facções mostram descontentamento com algumas escolhas e chiam com os resultados nada agradáveis conseguidos desde a sua chegada, no meio de 2010, sem nenhum título e uma final de campeonato.

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Entre os comandados de Felipão, até mesmo o super eficiente Marcos Assunção é xingado. Neste caso, a maioria das críticas vem das organizadas, que insistem em chamar o volante de de cachaceiro, apesar da longevidade comprovada do jogador, que pouco desfalca a equipe mesmo perto dos 40. Luan, um dos artilheiros do ano, também é muito xingado.

Marcos era última unanimidade no elenco do Palmeiras
Gazeta Press
Marcos era última unanimidade no elenco do Palmeiras


Valdivia, que já foi ídolo até pouco tempo, tem constantes pedidos de respeito de todos e já é chamado de chinelo por outra parte da torcida. Caso parecido com o de Kleber, que nem está mais no Palestra Itália, mas deixou a “casa perfeita”, como definiu o Palmeiras na sua chegada, sob xingamentos de mercenários e traíra. Até mesmo Deola, criado nas categorias de base, já ouve palavrões.

Para piorar a situação, até mesmo o nome de reforços já são muito contestados antes mesmo de assinarem com o clube. O caso mais clássico é o de Richarlyson, que foi alvo de uma onda de críticas assim que a negociação com ele foi iniciada. Dirigentes e conselheiros tiveram uam reunião invadida para que explicações fossem dadas sobre o interesse palmeirense.

Entre os cartolas, o presidente, Arnaldo Tirone, e o vice de futebol, Roberto Frizzo, são constantes alvos de críticas e até de pichações. Um é chamado de banana, enquanto que o outro é tido como agenciador de jogadores. Ainda no campo executivo, César Sampaio também é lembrado em faixas que pedem mais comando no clube, mesmo com o pouco tempo no comando.

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