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Ao lado de Leonardo Moura, meia é o único que disputou o último confronto contra o Real Potosí e passou mal na ocasião

Depois do treino de reconhecimento na altitude de Potosí, o meia , um dos remanescentes do grupo que enfrentou o Real Potosí em 2007, afirmou que um filme passou em sua cabeça quando cumpriu o trajeto de 164Km entre Sucre e a cidade mais alta das Américas, onde será realizado o confronto pela pré-Libertadores, na quarta-feira. Lembrou das dificuldades que o Flamengo teve para obter o empate em 2 a 2 após estar perdendo por 2 a 0, mas ressaltou que naquela ocasião o grupo não fez um período de adaptação longo como aconteceu agora. Ao lado de Leonardo Moura , ele é o único do grupo atual que jogou a partida em 2007.

“Passou um filme do que aconteceu, da dificuldade que encontramos, mas naquela época viemos muito em cima da hora, sofremos mais do que deveríamos. A condição é a mesma, mas hoje o nosso condicionamento físico é melhor do que em 2007. Estava zero grau aqui, conseguimos empatar o jogo que estava 2 a 0, muitos jogadores passaram mal, eu, Obina, Renato Augusto, Renato Silva, o roupeiro... Estamos voltando para conseguir superar aquelas dificuldades de 2007”, lembrou.

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Renato afirmou que o treino de reconhecimento em Potosí foi muito proveitoso e ficou mais tempo do que os demais jogadores no gramado, ao lado de Ronaldinho Gaúcho, para afiar a pontaria. A bola parada e o chute de longa distância são armas que o Flamengo pretende usar no ar rarefeito a mais de quatro mil metros acima do nível do mar. O meia, porém, disse que o mais importante é o Flamengo se preocupar em executar bem a parte tática.

“A gente tem de trabalhar a parte tática, jogando fora de casa é o mais importante. O chute acontecerá naturalmente no decorrer do jogo. Tenho um chute forte, a bola aqui é mais rápida, é uma arma que o Flamengo tem. Temos de usar bastante os chutes e a parte tática. Deu para ter uma noção da dificuldade. Não é nenhum bicho de sete cabeças”, analisou.

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Sobre a decisão de não dar entrevistas – o meia não falou com a imprensa na pré-temporada em Londrina e esta foi sua primeira coletiva desde a apresentação do grupo no Ninho do Urubu – ele afirmou que preferiu ficar calado para não prejudicar ainda mais o ambiente.

“Há momentos na vida que a gente tem de refletir e pensar, falar com transparência e a minha atitude poderia prejudicar. Preferi ficar calado, não é que me omiti, conheço bem o grupo, os problemas não eram com os jogadores mas com a parte interna do clube. Acabei refletindo, peço até desculpas a vocês. Sempre falei nos momentos difíceis, mas achei que não era o momento”, concluiu.

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