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Para ministro do Esporte do país, em qualquer outra atividade econômica tais números significariam falência

Thiago Silva, zagueiro brasileiro do Milan
AP
Thiago Silva, zagueiro brasileiro do Milan
Os clubes das quatro primeiras divisões do futebol italiano tiveram um prejuízo acumulado de 428 milhões de euros (cerca de R$ 1,03 bilhão) durante a temporada 2010/2011, registrando aumento de 23% em relação ao exercício anterior, de acordo com um relatório da Arel e da PricewaterhouseCoopers (PWC) divulgado pela Federação Italiana (FIGC).

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O 'Calcio' continua no vermelho, a um ano da aplicação do 'fair-play financeiro' imposto pelo presidente da União do Futebol Europeu (UEFA), o francês Michel Platini, que exige o equilíbrio das finanças dos clubes. As despesas aumentaram em 1,5%, somando 2,9 bilhões de euros (R$ 7,25 bi), e a arrecadação total registrou baixa de 1,2% (2,5 bilhões de euros, ou R$ 6,18 bi)), sendo que os times da Série A (primeira divisão) são responsáveis por 82% do faturamento.

"Em qualquer outra atividade econômica, com estes números, falariam que estas empresas estão à beira da falência", alertou o ministro italiano do Esporte, Piero Gnudi.

De acordo com outro estudo divulgado no dia 9 de março pelo jornal italiano "Gazzeta Dello Sport", apenas 19 dos 107 clubes avaliados apresentaram um balanço positivo. As receitas de bilheteria representam apenas 10% do faturamento dos clubes da Série A contra 55,6% dos direitos de transmissão pagos pelas televisões. A taxa de ocupação os estádios ficou abaixo de 59%.

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De acordo com o presidente da FIGC, Giancarlo Abete, o estado precário dos estádios italianos pode prejudicar a candidatura da Itália para sediar a Eurocopa de 2020. "Se nada mudar, não jogaremos na mesma categoria que nossos concorrentes", lamentou o dirigente.

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