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Segundo o Corinthians, secretaria de habitação concedeu, nesta quinta-feira, o aval para que a obra comece

A Secretaria de Habitação da Prefeitura de São Paulo aprovou nesta quinta-feira o projeto do Corinthians para a construção de um estádio em Itaquera, na Zona Leste da cidade. A informação é do diretor de marketing do clube, Luís Paulo Rosenberg, após palestra que concedeu para grupo de empresários nesta quinta. Resta agora acerto com o Ministério Público com relação à concessão do terreno.

"A secretaria poderia devolver o projeto sem aprová-lo e com diversas modificações a serem feitas, mas o aprovou com pequenos ajustes. Agora preciso falar com o promotor”, disse Rosenberg. Ele explicou que todas as secretarias envolvidas na aprovação da obra se manifestaram e que a da Habitação centralizou o aval.

O Corinthians vai agora procurar o promotor público José Carlos de Freitas, de Habitação e Urbanismo, que questiona a concessão dada pela Prefeitura, ainda nos anos 80, do terreno onde a obra será realizada. Ele pede a anulação da concessão porque na época da entrega o Corinthians se comprometeu a construir ali um estádio em cinco anos, o que não foi feito. Hoje funciona no local o centro de treinamento das categorias de base. A construção ainda pode ser barrada na Justiça.

Na palestra, organizada pelo JLide (Jovens Líderes Empresariais), Rosenberg usou a expressão “estádio aprovado hoje” quando contava, resumidamente, como serão geradas as receitas para a obra – feita em parceria com a construtora Odebrecht. A prefeitura não se manifestou a respeito.

O projeto inicial, para 48 mil espectadores, saltou para 65 mil porque pretende receber a abertura da Copa do Mundo de 2014. O valor, de aproximadamente R$ 600 milhões, será bancado com financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), de R$ 400 milhões, e o restante com isenção fiscal da prefeitura e ajuda da Fifa (Federação de Futebol Internacional e Associados).

Irritação
O presidente corintiano Andrés Sanchez participou de surpresa da palestra. Sentado à mesa onde estava Rosenberg, se irritou com pergunta de um dos participantes, que quis saber se o estádio em Itaquera, no extremo da Zona Leste, não pode ser tornar um “elefante branco” (não ser ocupado integralmente após a Copa) por estar distante do centro da cidade.

“Na Zona Leste também tem gente de classe A e quando eles precisam vir para a Faria Lima (avenida), para a Vila Sônia ou Jardim Leonor é longe e tem trânsito. O estádio deixará um legado sensacional para a região”, disse Sanchez, citando bairros próximo ao estádio do Morumbi, que foi deixado de lado como sede paulista da Copa de 2014.

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