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Treinador acha que ter um interlocutor entre a seleção brasileira e Ricardo Teixeira será positivo

Mano Menezes participou do Footecon nesta terça-feira, no Rio de Janeiro
AE
Mano Menezes participou do Footecon nesta terça-feira, no Rio de Janeiro
Anunciado na última semana como novo diretor de seleções da CBF, o presidente do Corinthians Andrés Sanchez será uma espécie de braço direito do técnico Mano Menezes na seleção brasileira . Palestrante da Footecon, ciclo de palestras sobre futebol realizado nesta terça-feira na zona Sul do Rio, o treinador comemorou a chegada do dirigente como um elo de comunicação entre ele e o presidente Ricardo Teixeira.

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“Ainda não tivemos uma conversa de trabalho, tivemos uma conversa ontem na festa do Brasileirão, mas não era nem hora nem local para tratar de trabalho. Essas coisas a gente leva para dentro da CBF, quando ele efetivamente assumir o cargo. Conjugando bem tudo isso, nós vamos sair ganhando. Ter uma pessoa mais próxima é algo positivo sem dúvida nenhuma, o presidente tem suas atribuições, que são muitas, e era preciso ter uma pessoa entre ele e a seleção. Tendo essa pessoa, as discussões se tornam uma coisa mais natural”, disse Mano Menezes.

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O treinador também fez uma avaliação sobre a temporada e a observação de vários jogadores que nunca haviam defendido a seleção brasileira.

“Eu gosto particularmente de levar em consideração a qualidade do que esta sendo feito. Às vezes a gente faz um trabalho bom e não ganha, e de vez em quando o trabalho nem é tão bom e se ganha mesmo assim, mas paga lá na frente o preço. O aproveitamento está na casa de 68%, acho que se levarmos em consideração esse período que passamos, tudo que foi alterado na seleção, você paga um preço por uma transformação tão radical. Podem me questionar que a transformação poderia ser mais suave, mas não é o que eu ouvi de vocês quando acabou a Copa do Mundo”, disse o treinador da seleção brasileira.

Em junho, Mano contará com quatro datas Fifa e usará todas para testar jogadores Sub-23, visando os Jogos Olímpicos. Já em fevereiro, Mano usará uma seleção apenas com jogadores que atuam no Brasil, já que não poderá chamar estrangeiros. "Não vamos poder convocar quem atua fora, mas vamos estudar a chance de convocar só atletas Sub-23 que atuam no Brasil", completou Mano Menezes.

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