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Times sempre mostraram união e têm objetivo comum no domingo: impedir a festa do Corinthians

Eles vivem um casamento antigo, que supera os altos e baixos e resiste ao tempo. A ligação entre Palmeiras e Vasco é antiga, especialmente entre as torcidas, e pode ficar ainda maior no próximo fim de semana. O time paulista sonha vencer o arquirrival Corinthians e ajudar os amigos cariocas, que precisam vencer o Flamengo para conquistar o título brasileiro.

O caso de amor é raro nos dias de hoje. Há duas semanas, por exemplo, quando Palmeiras e Vasco se enfrentaram no Pacaembu, a polícia nem precisou se preocupar com vascaínos invadindo o estádio. Trajados com o uniforme da equipe carioca, torcedores andavam livremente por todas as áreas e chegavam até a comemorar gol na área destinada aos palmeirenses.

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Tudo sem problemas. Em São Januário, a situação se repete, assim como no antigo Palestra Itália, que hoje passa por reformas. É comum câmeras de televisão captarem imagens de vascaínos vestidos de palmeirenses e vice-versa, mesmo quando os resultados dos jogos não influenciam nos planos das equipes.

Neste domingo, comemoração do Vasco não vai ter lamentação do Palmeiras
Gazeta Press
Neste domingo, comemoração do Vasco não vai ter lamentação do Palmeiras

"Há, realmente, um elo mais forte entre as torcidas. Isso já é algo histórico, que sempre aconteceu. Se a combinação de resultados prejudicar o Corinthians e ajudar o Vasco, acredito que este amor vai ficar ainda mais forte. Entre as diretorias a relação é normal. Mas os torcedores com certeza têm esse elo mais forte", disse o vice-presidente do Palmeiras, Roberto Frizzo.

Como todo casamento, a relação entre Vasco e Palmeiras tem baixas. Mas elas são superadas rapidamente e ignoradas pouco tempo depois. Três bons exemplos são jogos decisivos que as duas equipes fizeram, onde apenas um poderia sair vencedor. Na Mercosul de 2000, o grande exemplo foi a virada vascaína por 4 a 3, com show de Romário. Nem mesmo o sinal de silêncio feito pelo baixinho em direção aos palmeirenses foi suficiente para causar problemas.

Antes, em 1997, Felipão viu do banco sua equipe ser vice-campeã brasileira diante dos vascaínos, para a tristeza dos palmeirenses, que nunca mais chegariam a uma final do Nacional. Dois anos depois, no entanto, foi a vez de o Palmeiras se sair melhor em um show de Alex em São Januário, nas oitavas de final da Libertadores.

No meio de tudo isso, as torcidas também aceitam dividir a idolatria de Edmundo. O hoje comentarista da Rede Bandeirantes declara publicamente o amor pelas duas instituições.

Edmundo já beijou símbolos de Palmeiras e Vasco
Gazeta Press
Edmundo já beijou símbolos de Palmeiras e Vasco

"Sempre digo que no Vasco tive amor de mãe, que é aquela que te cria, que você não escolhe. No Palmeiras, sinto amor de mulher, que é aquela que você escolhe para viver a vida toda", disse Edmundo quando questionado sobre qual seu clube preferido.

Além de Edmundo, outros casos de "ponte-aérea" entre os dois times ficaram marcados na história. Vavá, Evair, Mazinho, Pedrinho, Leão, Mauricinho e alguns outros nomes trocaram de casa e tiveram relativo sucesso.

No próximo domingo, Vasco e Palmeiras jogarão separados por mais de 500 km. Um no Engenhão, no Rio de Janeiro, outro no Pacaembu, em São Paulo. O rádio, no entanto, promete acabar com essa distância. E, certamente, um vibrará com o sucesso do outro.

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