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Atual 1º vice-presidente perde forças a cada dia e deve ser 3º colocado na corrida presidencial

A semana promete ser muito mais agitada fora dos campos do que dentro deles no Palmeiras. A eleição presidencial marcada para quarta-feira definirá o sucessor de Luiz Gonzaga Belluzzo. E durante esses próximos dias, o iG mostra a cada dia quem é quem na disputa e o que vai acontecer dependendo de quem seja o vencedor. A segunda-feira é a vez de Salvador Hugo Palaia.

O atual 1º vice-presidente do Palmeiras se considera candidato natural à sucessão e exalta os serviços que prestou ao time durante sua vida. Ele já foi diretor de futebol, já passou pelo COF e sempre está presente na vida política do Palmeiras desde os anos 1970.

O problema para Palaia é que quase ninguém mais concorda com sua visão. Não à toa, o dono de imobiliária já é considerado o azarão dessa eleição e deve passar perto da casa dos 20 votos. Parte de seus votos migrou para Nobre.

Até por isso, sua postura nos últimos dias têm sido de ataque a tudo e a todos. Ele faz questão de dizer que Paulo Nobre não fez nada pelo Palmeiras e chama seu concorrente de piloto de kart em referência ao hobby dele de correr no rali. Palaia já declarou, inclusive, que prefere apoiar Arnaldo Tirone a desistir de concorrer. Nem mesmo Luiz Gonzaga Belluzzo escapou da metralhadora do atual 1º vice.

Salvador Palaia foi presidente do Palmeiras durante 60 dias em 2010
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Salvador Palaia foi presidente do Palmeiras durante 60 dias em 2010

A candidatura de Palaia, aliás, também perdeu muita força em mais um de seus ataques de fúria. Assim que assumiu a presidência de forma interina, o dirigente destituiu Gilberto Cipullo, Genaro Marino e Savério Orlandi do departamento de futebol.

Ali, a sua candidatura começou a ruir. Em entrevistas, Palaia diz que não se arrepende do que fez e afirmou que "banirá" todas essas pessoas do ambiente do clube.

A tendência, caso ele vença, é que o futebol continue no mesmo nível de contratações que está atualmente. Ele pretende recuperar as finanças do clube e pode até adotar a política do bom e barato, que ficou famosa na era de Mustafá Contursi. A profissionalização do futebol está completamente descartada e ele já afirmou que Wlademir Pescarmona continuará como diretor de futebol.

Palaia afirma que procurará investidores que podem ajudar o time, mas não deve continuar com a Traffic. A atual diretoria, que deve continuar caso ele vença, não mantém um bom relacionamento com a investidora, principalmente depois da ajuda ao rival Flamengo na busca por Ronaldinho Gaúcho.

Luiz Felipe Scolari e sua comissão técnica devem continuar sem grandes problemas. Palaia gosta do treinador e sempre troca boas ideias com o comandante quando vai para a Academia de Futebol.

Na política, Palaia pretende manter o Conselho Gestor, mas não cansa de afirmar que dará sempre a última palavra. Nomes como Antônio Carlos Corcione, Franciso Busico, José Cyrillo Junior e até mesmo o de Fabio Raiolla devem compor os cargos na gestão Palaia.

A Arena não sofrerá interferências. Principalmente por Cyrillo, grande defensor do estádio, fazer parte do grupo dos homens de Palaia.

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