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Conselheiros querem que presidente do Palmeiras tome alguma providência para clube não ser prejudicado

A oposição do Palmeiras quer que o presidente do clube, Arnaldo Tirone, se mexa para achar o culpado pela multa pela rescisão com Ewerthon ter dobrado de R$ 600 mil para R$ 1,2 milhão . Após o iG ter divulgado o fato na última segunda-feira, conselheiros passaram a se movimentar e já planejam uma forte cobrança em cima do atual gestor.

Entenda o caso: Multa pela rescisão de Ewerthon vai de R$ 600 mil para R$ 1,2 milhão

Wlademir Pescarmona, um dos líderes da principal chapa de oposição, a UVB (União Verde e Branco), se mostra temeroso com o caso. O ex-diretor de futebol, que foi inclusive o responsável pela demissão de Ewerthon, afirma que não se pode deixar um caso desses passar sem que o culpado seja achado.

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“Lembro que o Ewerthon nem criou obstáculos para sua rescisão. O Felipão não queria mais o atacante e ele percebeu isso. O Sica (André, advogado da época) fez um acordo muito legal. E agora eles não pagam? Eram valores que podiam ser pagos normalmente, então isso foi um erro tremendo. Tinham que mandar o responsável pagar do bolso dele. Não quiseram confiar no Sérgio do Prado porque acham que todo mundo que saiu da gestão passada não prestava”, disse Pescarmona.

“Na minha época, tínhamos esse problema com o Kleber. O contrato dele dizia que se a gente atrasasse três salários, na quarta ele tinha os direitos federativos livre. E sempre cumprimos isso. Agora o clube sofre com esse tipo de problema. Só quero imaginar que nunca tenha passado pela cabeça de ninguém que tenha havido má fé”, completou.

Opositores prometem pressão em Arnaldo Tirone
Divulgação
Opositores prometem pressão em Arnaldo Tirone
Outro opositor ativo politicamente é Genaro Marino. Ele foi candidato à 1º vice-presidente na chapa de Paulo Nobre e mantém a sua ideia de que Arnaldo Tirone não tem capacidade para gerir o clube.

“Esta gestão está mostrando que não está correspondendo às promessas de controlar gastos, nem no futebol, nem no administrativo. Foram R$ 2 milhões de prejuízo no social este ano. Eles pensam em eleger uma pessoa para o bem político e não para o bem do clube e acabaram escolhendo um camarada que não tem perfil para presidir o Palmeiras do jeito que ele precisa. Falta qualidade”, disse Genaro.

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Antônio Carlos Corcione também pertence aos grupos de oposição. Ele, inclusive, foi um dos investigados no suposto sumiço de R$ 300 mil, que também envolveu o nome de Pedro Renzo, que ainda não tem culpado. Deixando claro que não quer falar em revanchismo, Corcione afirma que é preciso que um culpado seja encontrado para o bem do Palmeiras.

“Não deram confiança para o Sérgio, não tiveram atenção o suficiente e perderam a data do pagamento. É um fato que precisa ser analisado pelo Conselho, pelo presidente. O presidente precisa tomar as medidas necessárias para ver se não pagaram de propósito, se teve desleixo, se eles não tinham dinheiro, mas não acho que é questão de sindicância”, afirmou.

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O presidente do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), Alberto Strufaldi, diz não conhecer o fato de forma profunda e que, por isso, ainda não sabe qual medida vai tomar. Ele afirmou que tomará conhecimento do fato e que, caso seja necessário, colocará na pauta da próxima reunião, marcada para a próxima semana. Arnaldo Tirone segue sem atender os telefonemas do iG desde a última sexta-feira.

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