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Ídolo santista foi principal atração no Jogo das Estrelas no Morumbi e ganhava aplausos por dribles e gritos de "Neymarzetes"

Toques de calcanhar, jogadas de efeito, provocações que não terminavam em pancadaria e torcedor que comemorava até gol perdido. Tudo isso só é possível de ser visto em um estádio de futebol nas tradicionais peladas de fim de ano, e foi assim no Jogo das Estrelas nesta quarta-feira no estádio do Morumbi. A festa foi organizada por Zico , mas comandada por Neymar , seu companheiro de time, que já virou figurinha carimbada em amistosos beneficentes. 

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O jogador do Santos era o mais aplaudido durante o jogo e recebia também gritos desesperados de suas fãs, que não aplaudem o santista necessariamente pela categoria no futebol. Ele deu a assistência para o primeiro gol, que foi de Zico. O ídolo flamenguista esbanjou categoria ao levantar a bola com um pé e concluir com o outro, quase em cima da linha do gol. Depois, o santista sofreu pênalti e entregou a bola para Ronaldo fazer.

Neymar, para variar, mostrou todo seu repertório de dribles no Jogo das Estrelas
Gazeta Press
Neymar, para variar, mostrou todo seu repertório de dribles no Jogo das Estrelas
Em seguida, o time de estrelas do Brasil descontou, com Djalminha exibindo a tradicional calma na hora de bater uma penalidade. Mal deu tempo de comemorar, e Neymar já deu outra assistência, desta vez para Raí, que chutou de primeira. O outro gol das estrelas do Brasil foi novamente marcado por Djalminha, mais uma vez de pênalti. Aos 39 minutos do 1º tempo, foi a vez de Neymar, depois de duas assistências, fazer o seu, após troca de passes com Raí.

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Pouco antes do apito final, foi a vez do time de Zico marcar mais um gol, após o próprio dono da festa dar passe para Lucas , meia-atacante do  São Paulo . Logo no início da etapa final, Djalminha deu belo passe para Aílton, que fez o gol e aliviou a barra por ter feito o pênalti em Neymar. Milton Cruz, auxiliar técnico do São Paulo, também deixou o seu. Marcelinho Carioca e Dinei ainda diminuíram para as Estrelas do Brasil, mas Zico fechou a conta no último minuto.

Em meio aos gols e assistência, Neymar ainda bailava em cima do ex-lateral esquerdo Rubens Junior. O santista usava e abusava da categoria, dava chapéu, pedaladas e todos os tipos de drible que levavam o bom público do Morumbi à loucura. A justificativa era a mais simples possível: “Não dá para segurar todos esses moleques juntos”.

No fim, além dos amigos de Zico terem vencido o jogo por 7 a 5, o mais beneficiado foi o público, que pôde ver um encontro de craques do passado e do presente e as instituições de caridade que receberão toda a renda que o encontro mobilizou. O Morumbi recebeu 35.123 pessoas nesta noite.

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