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Promotor Tales César de Oliveira afirmou que tem informações de uma suposta reunião entre Arnaldo Tirone e Kia

Por contato com Kia Joorabchian, Palmeiras pode ser investigado pelo Ministério Público
AE
Por contato com Kia Joorabchian, Palmeiras pode ser investigado pelo Ministério Público
O Ministério Público de São Paulo observa a possível volta do iraniano Kia Joorabchian ao futebol brasileiro. O promotor Tales César de Oliveira confirmou estar ciente de uma reunião entre o presidente do Palmeiras Arnaldo Tirone e o ex-parceiro do Corinthians.

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"Recebemos informações de bastidores de que o Kia estaria tentando regressar ao Brasil para fazer investimentos no futebol brasileiro e mais especificamente no futebol paulista, em um clube da capital", comentou o promotor, à rádio "Globo".

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Kia ficou conhecido no Brasil por ter comandado o fundo de investimentos MSI durante a parceria com o Corinthians , que teve início no fim de 2004. Na época, a empresa contratou jogadores como Carlitos Tevez e Mascherano.

Com um elenco badalado, o Corinthians conquistou o título brasileiro do ano seguinte, mas Kia deixou o clube em 2006, assim como os principais astros trazidos pela MSI, e a parceria foi dissolvida pelo Conselho Deliberativo corintiano em 2007, ano em que o time caiu para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro.

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"Sabemos apenas de tentativas preliminares. O Ministério Público não pode realizar nenhuma ação preventiva enquanto não houver contrato. Quando houver um contrato ou ele efetivamente regressar ao futebol brasileiro, os Ministérios Públicos paulista e federal acompanharão como o contrato será feito e a origem do dinheiro para evitar problemas como o da investida anterior (do Kia)", acrescentou.

A primeira passagem do iraniano pelo Brasil gerou investigação por parte do MP e da Polícia Federal. Agora, Tales César de Oliveira está atento à possível volta de Kia ao Brasil. "O Ministério Público não é contra o investimento e a organização, apenas queremos transparência, legalidade e dinheiro de origem lícita. Com o preenchimento destes pré-requisitos, não vejo qualquer problema", explicou o promotor, que nega já existir um novo acordo no Brasil.

"São informações de bastidores, não há nenhuma confirmação. São informações extra-oficiais que podem ser boatos que não se confirmarão. Só estamos atentos para não sermos pegos de surpresa. É importante ficarmos atentos", ponderou.

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