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Queda diante do Paraguai reacende o que já foi um trauma para o Brasil, mas seleção venceu sete de 11 disputas nos últimos 25 anos

A derrota para o Paraguai nas quartas de final da Copa América reacende o que já foi um trauma dos brasileiros: as disputas por pênaltis. Foi desta forma que, em 1986, o Brasil foi eliminado da Copa do Mundo ao perder para a França. A geração de Zico e Sócrates se despedia da seleção sem conquistar um Mundial. Mas o Brasil possui retrospecto positivo quando se trata de decisões por penalidades máximas. Quem não se lembra da cobrança do italiano Baggio na conquista do tetracampeonato mundial em 1994?

Paraguaios comemoram classificação
AFP
Paraguaios comemoram classificação
Em 11 disputas realizadas nos principais torneios disputados ao longo dos últimos 25 anos, a queda para o Paraguai foi apenas o quarto revés brasileiro. O iG relembra abaixo as vitórias e derrotas da seleção brasileira nos pênaltis:

Copa do Mundo 1986 – Brasil 3 x 4 França (21/06/1986)
Mesmo sem agradar na primeira fase, o Brasil fez boa campanha e passou invicto para a segunda fase da Copa do Mundo de 1986. Nas quartas de final, teve pela frente a França de Michael Platini. No tempo normal, Careca marcou para os brasileiros no empate por 1 a 1. Zico ainda desperdiçou um pênalti. Após a igualdade, o vencedor foi conhecido em cobranças de penalidades. Sócrates e Júlio César não converteram, a seleção perdeu por 4 a 3 e deu adeus ao Mundial.

Paraguaios comemoram classificação
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Olimpíadas 1988 – Brasil 4 x 3 Alemanha Ocidental (27/09/1988)
O início de uma das mais vitoriosas gerações do futebol brasileiro foi nos Jogos Olímpicos de 1988, em Seul. O Brasil teve dificuldades para passar pela Alemanha Ocidental na semifinal do torneio. Perdendo por 1 a 0, Romário só conseguiu empatar aos 35 do segundo tempo. Nos pênaltis, brilhou pela primeira vez a estrela do goleiro Taffarel, que ajudou a colocar a seleção brasileira na decisão.

Copa América 1993 – Brasil 5 x 6 Argentina (27/06/1993)
A seleção brasileira não fez boa campanha na primeira fase da Copa América de 1993 e pagou por isso já nas quartas de final. O time abriu o placar com Muller, mas cedeu o empate para a Argentina. Na disputa por pênaltis, brilhou o goleiro Goycochea, que defendeu a cobrança de Boiadeiro e colocou os argentinos na semi.

Paraguaios comemoram classificação
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Copa do Mundo 1994 – Brasil 3 x 2 Itália (17/06/1994)
Muito calor no verão dos Estados Unidos e 120 minutos de partida sem um gol sequer. A decisão da Copa do Mundo de 1994 entre Brasil e Itália estava destinada a ir para os pênaltis. Baresi jogou a primeira cobrança italiana para cima, mas Márcio Santos parou em Pagliuca. Romário, Branco e Dunga fizeram, mas Albertini e Evani também. Taffarel pegou o chute de Massaro. O famoso pênalti de Roberto Baggio encerrou a conta e deu o tetra à seleção brasileira.

Copa América 1995 – Brasil 4 x 2 Argentina (17/07/1995)
O jogo era válido pelas quartas de final da Copa América de 1995. O Brasil ficou atrás no placar em duas oportunidades, mas buscou a igualdade em ambas. Na segunda, o gol veio após ajeitada marota de Túlio com o braço. Nos pênaltis, voltou a brilhar a estrela de Taffarel, que defendeu as cobranças de Simeone e Fabbri. A seleção brasileira venceu por 4 a 2.

Paraguaios comemoram classificação
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Copa América 1995 – Brasil 3 x 5 Uruguai (23/07/1995)
O Brasil já havia precisado dos pênaltis para superar a Argentina nas quartas de final e havia tomado sufoco na vitória por 1 a 0 sobre os Estados Unidos na semi. Na decisão contra o Uruguai, após empate por 1 a 1 no tempo normal, a definição veio somente nas penalidades máximas. Todos converteram suas cobranças, menos o artilheiro Túlio, que parou nas mãos do goleiro Fernando Álvez. O Brasil perdeu por 5 a 3.

Copa do Mundo 1998 – Brasil 4 x 2 Holanda (07/07/1998)
A partida foi eletrizante. No auge de sua forma, Ronaldo infernizou a defesa da Holanda. Mas a seleção brasileira vacilou e deixou o rival empatar. Com o jogo tenso, a definição de um dos finalistas da Copa de 1998 foi para os pênaltis. Com a bola nos pés, o Brasil foi perfeito e não desperdiçou nenhuma. Já Taffarel, após sofrer o gol nas duas primeiras batidas holandesas, defendeu os chutes de Cocu e Ronald de Boer e colocou o time na decisão: 4 a 2

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Copa América 2004 – Brasil 5 x 3 Uruguai (21/07/2004)
Depois de golear o México nas quartas de final, o Brasil não esperava tanta dificuldade diante do Uruguai. Mas, ao sair atrás, o time teve que correr para conseguiu empatar e levar a decisão da vaga para os pênaltis. Após três rodadas de acertos, Julio Cesar defendeu a cobrança de Sánchez e a seleção brasileira venceu por 5 a 3, assegurando seu lugar na decisão contra a Argentina.

Copa América 2004 – Brasil 4 x 2 Argentina (25/07/2004)
Carlos Alberto Parreira convocou a seleção sem suas maiores estrelas e foi para a Copa América desacreditada. O time brasileiro já tinha precisado dos pênaltis para superar o Uruguai na semifinal e tinha pela frente a Argentina. O Brasil estava perdendo por 2 a 1 até os 48 minutos do segundo tempo, quando Adriano achou o gol que deixou tudo igual. Na cobrança de penalidades, Julio Cesar defendeu uma, Heinze mandou a bola por cima e os argentinos ficaram com o vice.

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Copa América 2007 – Brasil 5 x 4 Uruguai (10/07/2007)
Dunga estava no comando da seleção brasileira há menos de um ano e já tinha seu trabalho contestado por confiar em nomes como Doni, Josué, Júlio Baptista e Afonso. Pois foi justamente o meia que fez um dos gols no empate por 2 a 2 contra o Uruguai na semifinal da competição. Na disputa por pênaltis, brilhou a estrela do contestado goleiro, que defendeu duas cobranças e colocou o Brasil na decisão.

Copa América 2011 – Brasil 0 x 2 Paraguai (17/06/2011)
Exatamente 17 anos após a conquista do tetracampeonato mundial após bater a Itália nos pênaltis, o Brasil fez a pior disputa de penalidades de sua história. De nada adiantou dominar o Paraguai durante os 90 minutos do tempo normal mais 30 de prorrogação. Os comandados de Mano Menezes desperdiçaram todas as cobranças e amargaram a eliminação nas quartas de final da Copa América sem marcar um gol sequer nos paraguaios.

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