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Alteração no procedimento adia o diagnóstico sobre possibilidade de sequela na fala do treinador

Fachada do Hospital Pasteur, no Rio, onde está internado Ricardo Gomes
Futura Press
Fachada do Hospital Pasteur, no Rio, onde está internado Ricardo Gomes
A expectativa da retirada do aparelho respiratório de Ricardo Gomes nesta sexta-feira caiu por terra depois que o treinador apresentou alto grau de agitação na noite de quinta, ao receber e reconhecer  visitas em horários variados.

Durante o dia, apenas um boletim médico informou a evolução do paciente nas últimas 24 horas. No entanto, em visita à família do técnico por volta das 14h30, o médico do clube, Alexandre Campelo, esclareceu o procedimento do hospital onde Gomes está internado desde domingo.

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De acordo com Campelo, é natural o quadro de inquietação depois de três dias em coma induzido. Ao retirar parcialmente os aparelhos e diminuir os medicamentos, Gomes quis tocar em todos que estiveram na UTI para vê-lo durante a quinta-feira.

“A intenção é retirar o aparelho respiratório no domingo. Mas é absolutamente normal esta agitação. Ele se emocionou e os médicos acharam melhor sedá-lo novamente, para acalmá-lo. Ricardo vai se emocionar outras vezes? Vai. Mas é muito fácil reagir à emoção depois de dez dias, duas semanas, do que no começo. O cérebro estará mais estabilizado”, explicou Alexandre Campelo.

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Com o adiamento da retirada do tubo traqueal, os médicos ficam impedidos de saber se Ricardo Gomes terá ou não sequelas na fala. Na quinta, o clínico Fábio Miranda dissera que pela evolução clínica e neurológica do paciente, ele corre poucos riscos de dificuldades na comunicação. A expectativa era que esta resposta viesse na manhã de sexta, quando os médicos o examinariam.

Nas últimas 24 horas, Gomes foi submetido a uma tomografia computadorizada. Seu estado de saúde segue estável, sem evidências de complicação, o cateter cerebral foi retirado, mas as visitas foram suspensas – apenas os familiares têm acesso à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

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