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Com a camisa do Palmeiras ou da seleção, goleiro justificou apelido de “São Marcos”, mas também passou vergonha em campo

Santo para os torcedores, Marcos , que anunciou sua aposentadoria nesta quarta-feira , viveu alegrias e tristezas na carreira. Além da habilidade incomum, o que marcou os 19 anos de vida profissional do goleiro do Palmeiras foi a intensidade dos momentos bons e ruins. Ídolo dos palmeirenses, Marcos deixa o futebol com lembranças de milagres e “micos”.

Milagres

Afirmação
Recém empossado na posição de titular no gol do Palmeiras, Marcos ainda não era um mito em 1999. Foi neste ano, justamente, que ele começou a ganhar a idolatria dos torcedores. A primeira partida contra o Corinthians, a vitória de 2 a 0, pelas quartas de final da Libertadores, foi um marco na carreira do goleiro. Marcos fechou o gol. No jogo de volta o Palmeiras perdeu pelo mesmo placar e se classificou na disputa de pênaltis, quando o goleiro defendeu uma das cobranças.

Marcos comemora o título da Libertadores de 1999 pelo Palmeiras
Gazeta Press
Marcos comemora o título da Libertadores de 1999 pelo Palmeiras
São Marcos
O título de inédito da Libertadores coroou a trajetória de Marcos. Foi no torneio que o goleiro virou titular do time ao substituir Velloso. A campanha de milagres rendeu o apelido “São Marcos” e o reconhecimento da Conmebol, que fez dele o melhor jogador da competição.

Marcelinho
Com certeza o “não gol” mais celebrado pelos palmeirenses passou pelas mãos de Marcos. A defesa de ma cobrança de pênalti de Marcelinho Carioca levou o Palmeiras à final da Libertadores de 2000 e fez um dos melhores Corinthians da história sofrer com o status de “freguês” do Palmeiras no principal interclubes sul-americano.

Herói nacional
Foi na Copa do Mundo de 2002 que “São Marcos” multiplicou o número de devotos. Dos quase 16 milhões de palmeirenses para os mais de 190 milhões de brasileiros. Com defesas difíceis quando mais foi preciso, como na final contra a Alemanha, Marcos foi um dos principais jogadores da seleção que venceu o pentacampeonato.
Marcos comemora o penta pelo Brasil em 2002
Gazeta Press
Marcos comemora o penta pelo Brasil em 2002


O último milagre
Talvez a última atuação de gala na carreira teve sofrimento e, mais uma vez, um “São Marcos” decisivo nas cobranças de pênalti. Após o Palmeiras perder por 1 a 0 para o Sport no tempo regulamentar, pelas oitavas de final da Copa Libertadores de 2009, o goleiro fez três defesas de pênaltis e garantiu a classificação no torneio. Foi o último milagre do goleiro batizado como santo pela torcida.

Micos

Furada no Japão
No que era para ser o jogo mais importante da história do Palmeiras, Marcos falhou. Na final da Copa Intercontinental, contra o Manchester United, o mito palmeirense furou ao tentar interceptar o cruzamento de Giggs. A bola sobrou para Roy Keane marcar para os ingleses. O jogo terminou em 1 a 0, com choro dos palmeirenses e volta olímpica do Manchester United.

ASA

Em campo, Marcos viveu um dos maiores vexames da história palmeirense no estádio Palestra Itália. Mesmo vencendo por 2 a 1, o time foi eliminado pelo ASA de Arapiraca, pela Copa do Brasil. No jogo de ida, em Alagoas, o Palmeiras tinha perdido por 1 a 0. A queda prematura foi um presságio de que o ano seria de sofrimento para os palmeirenses.

Queda
No ano em que se consagrou na seleção brasileira, com a conquista da Copa do Mundo, Marcos viveu o momento mais triste no Palmeiras. No auge da carreira, participou da campanha da queda para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro em 2002. Ídolo da torcida, seguiu no Palmeiras e voltou à primeira divisão no ano seguinte.

O goleiro Marcos vê jogadores do Coritiba comemorando goleada de 6 a 0
AE
O goleiro Marcos vê jogadores do Coritiba comemorando goleada de 6 a 0

Sete

Na goleada sofrida dentro de casa para o Vitória, em 2003, “São Marcos” viveu um dos lances mais bisonhos da sua carreira. Com uma furada de bola do goleiro, seguida do gol de Nádson, o último do Vitória na goleada de 7 a 2, o Palmeiras foi sepultado em pleno Palestra Itália. Antes, Marcos já havia falhado em três gols do time baiano.

Última vergonha
O último ano de carreira ficou marcado também por outro grande “mico” de Marcos. Contra o Coritiba, pela Copa do Brasil, ele levou seis gols em goleada no Couto Pereira. No jogo de volta, o Palmeiras até venceu por 2 a 0, placar insuficiente para seguir no torneio, depois da goleada de 6 a 0 no jogo de ida.


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