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Esqueça o pênalti cobrado por Marcelinho, em 2000. Goleiro vibra com bola chutada para fora por colombiano contra o Palmeiras

Para os torcedores palmeirenses, o pênalti defendido por Marcos em cobrança de Marcelinho Carioca, na vitória do Palmeiras sobre o Corinthians na semifinal da Libertadores de 2000, é a principal defesa do goleiro pelo clube. Marcos, que explicou a aposentadoria nesta quarta-feira , discorda. E cita a bola que não agarrou como a mais importante.

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“Para mim foi o chute para fora do Zapata, na final da Libertadores (de 99). Quando eu caí para o lado errado e vi que a bola passou rente à trave, mas para fora, corri como um louco. Nunca fui tão feliz como naquele momento. Se o fosso do Parque Antártica não fosse tão fundo, eu teria me jogado nele”, contou o goleiro.

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O Palmeiras foi campeão da Libertadores ao bater o Deportivo Cáli, nos pênaltis, por 4 a 3, depois de vencer por 2 a 1 no tempo normal (e ter perdido na ida, na Colômbia, por 1 a 0). Em 2000, venceu o Corinthians por 5 a 4, nos pênaltis, graças a defesa de Marcos na última cobrança, feita por Marcelinho.

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O dia mais triste de Marcos foi poucos meses depois da alegria, na derrota para o Manchester United na decisão do Mundial Interclubes, em Tóquio. Mas não a falha (não ter cortado o cruzamento) no gol marcado por Roy Keane, e sim não ter tido possibilidade de se “consagrar” em cima dos craques do time inglês.

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“Tinha lá Beckham, Giggs, só cara grandão, e eu fiquei pensando que o se o jogo ficasse no 1 a 1 eu poderia me consagrar em cima deles, ia agarrar pênaltis e dar o título que seria importante para o Palmeiras. Nos preparamos muito para essa partida, a pressão era grande, pena que não deu”, contou.

A relação com a torcida não foi abalada por causa da falha, apesar de Marcos relembrar alguns atritos. “Tivemos alguns problemas, algumas críticas, eu também sempre falei o que pensava. Mas, no fundo, a relação sempre foi boa, com organizadas, com o torcedor comum. Às vezes eu levava um frangaço e logo depois eles gritavam que eu era o melhor goleiro do Brasil”, lembrou.

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