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Para volante de 20 anos, que retorna de cirurgia, sua atuação no épico 5 a 4 sobre o Santos em 2011 lhe rendeu confiança do grupo

Luiz Antônio passou por categorias de base da seleção brasileira, integrou o elenco sub-23 do Flamengo em 2010, passou ao grupo principal em 2011 e agradou. Após um bom primeiro semestre, quando ganhou espaço rapidamente, teve de passar por cirurgia nos ombros após sair contundido da partida contra o Avaí, pela 20ª rodada do Brasileiro. Antes, porém, também saiu lesionado de um jogo que lhe trouxe respeito entre as estrelas do elenco, a vitória por 5 a 4 sobre o Santos, dentro da Vila Belmiro. Simples, indiferente a cortes de cabelo ou penduricalhos, o volante quer, em 2012, se firmar definitivamente na equipe rubro-negra.

Luiz Antônio não é adepto de visuais excêntricos
Vicente Seda/iG
Luiz Antônio não é adepto de visuais excêntricos
Tímido, o rapaz de 20 anos lembra da partida em que Neymar fez gol de placa e Ronaldinho bateu falta com maestria por baixo da barreira – sua melhor atuação nos nove jogos que disputou no Brasileiro – e comemora a confiança conquistada. O confronto entre Flamengo e Santos foi considerado por muitos o melhor do Brasileiro, já que o time paulista chegou a estar vencendo por 3 a 0 e permitiu a virada dos cariocas.

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“Tive uma boa atuação, naquele jogo ganhei confiança. Acho que foi ali que consegui ter menos ansiedade, porque estava entrando no time aquele ano, e no fim acabei ganhando o respeito dos companheiros. Era o que eu queria. Acho que agora de fato faço parte do elenco do Flamengo”, diz o volante.

Sobre a recuperação das cirurgias, Luiz Antônio afirma que está 100% e não vê a hora de voltar a jogar. Com o Flamengo na Libertadores, sonha com oportunidades na competição internacional e se coloca à disposição de Vanderlei Luxemburgo. “Estou à disposição, totalmente recuperado. É ruim ficar fora. Queria recuperar o mais rápido possível, é muita ansiedade. Mas deu tudo certo”.

Indagado sobre sua forma de ser, as razões de nunca ter sido visto carregado de cordões, ou com um corte de cabelo colorido ou moicano, como é comum entre os boleiros, ele ri e não se estende: “Gosto de ser discreto, sempre simples. Tenho de mostrar é dentro do campo”.

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