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Decisão foi tomada com base em uma ação do vereador e conselheiro são-paulino Aurélio Miguel, ferrenho opositor do presidente

A turbulência do São Paulo não está mais restrita à má sequência no Campeonato Brasileiro e à troca de treinador. Nesta sexta-feira, a Justiça anulou o terceiro mandato do presidente do clube, Juvenal Juvêncio, que seguirá no cargo enquanto recorre. A decisão, da 3ª Vara Cível de Pinheiros, foi tomada com base em uma ação do vereador e conselheiro são-paulino Aurélio Miguel, que é ferrenho opositor a Juvenal.

Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo
AE
Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo
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"Não devia nem ter tido reunião do Conselho e eleição. Falei que na época era um golpe, porque o Estatuto proibia. Agora, este resultado mostra que não poderia ter terceiro mandato. O golpe perdeu, foi derrotado. Ele contava talvez com a morosidade da Justiça, mas não precisava desse desgaste todo, há outras pessoas ao redor dele que poderiam se candidatar", afirmou o ex-judoca.

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Já o conselheiro Carlos Miguel Aidar, que é ex-presidente do clube e o advogado de Juvenal no caso, promete recorrer da decisão e informa que o mandatário seguirá no poder enquanto isso. "Ele tem mais três anos de mandato, até abril de 2014. Até lá não tem uma solução definitiva. Temos outro processo de 2007 que está em Brasília e ainda não foi julgado. Nós vamos recorrer, tem tempo. Vai demorar, está assegurada sua permanência até o fim do mandato", alegou o advogado.

"Como a oposição não consegue ganhar a eleição no voto, então ela vai para a Justiça. Já fui oposição e nunca fui para a Justiça. Na urna a oposição sempre perde, mas faz parte. A oposição ganhou essa batalha, mas não ganhou a guerra", completou Aidar.

A briga na Justiça acontece porque o estatuto do São Paulo proibia três mandatos seguidos para o mesmo dirigente, mas o grupo da situação viabilizou a mudança do documento em reunião do Conselho Deliberativo, aproveitando interpretações divergentes quanto ao assunto. A oposição, porém, contesta a mudança das regras do clube, pois alega que qualquer alteração deveria passar por Assembleia geral dos sócios.

Aurélio Miguel disse ainda que a Justiça tarda, mas não falha, mas adimitiu que Juvenal vai ter seu mandato confirmado até o fim. "Ele vai garantir a pouca vergonha que é o poder judiciário do nosso País. Vai durar 10 anos para julgar, é um absurdo, e ai o Juvenal vai cumprir seu mandato até o fim. É uma pena", completou.

*Com Mário André Monteiro

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