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Atacante do Liverpool repreendeu atitudes de Warda, mas disse que ele não merece "ir para a guilhotina". Jogador tinha sido afastado pela Federação

amr warda
EFE
Amr Warda foi acusado de assédio por várias mulheres nas redes sociais

Há dois dias a Federação Egipcia de Futebol  tinha anunciado que Amr Warda, meio-campista da seleção e que estava com o grupo na disputa da Copa Africana de Nações, tinha sido expulso da equipe após ser acusado de assédio sexual por várias mulheres.

A história, no entanto, mudou nesta sexta-feira (28) e Amr Warda foi reintegrado ao elenco. A reviravolta no caso de assédio deve-se a um apelo do atacante Mohammed Salah, craque do Egito e jogador do Liverpool, da Inglaterra.

“As mulheres devem ser tratadas com o máximo respeito. Não, significa não. Isso é algo que deve ser sagrado. Agora, também acho que aqueles que cometem erros podem mudar e não devem ser enviados para a guilhotina. Temos que dar uma segunda oportunidade ... temos que os guiar e educar. A rejeição não é a resposta”, disse Salah .

O caso: no começo desta semana a modelo egípcia Merchan Keller, de 25 anos, publicou uma série de mensagens enviadas por Amr Warda, para ela, com cunho sexual. Depois dela, outras mulheres também publicaram mensagens que receberam do jogador nas redes sociais.

O Egito é a anfitriã da 32ª Copa Africana de Nações . A seleção de Salah e Warda lidera o Grupo A com seis pontos, dois a frente da Uganda. O grupo ainda tem Zimbábue e Congo. O torneio africano vai até o dia 19 de julho.

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Warda é reincidente em acusações de assédio sexual. Em 2017 o meio-campista chegou a ser demitido do Feirense, de Portugal, três dias depois de chegar, por assediar as mulheres de dois companheiros de equipe. Na ocasião ele estava emprestado ao time pelo PAOK, da Grécia, no qual está até hoje.