Tamanho do texto

Platini prestou depoimento sobre as suspeitas de corrupção na escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022

Michel Platini
Reprodução
Michel Platini é ex-jogador de futebol e ex-presidente da Uefa

O ex-presidente da Uefa (2007-2015) Michel Platini foi libertado nesta quarta-feira (19), 12 horas depois de ter sido preso na França, para prestar depoimento sobre uma suspeita de corrupção na escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022.

"A permanência sob custódia foi suspensa. Houve muito barulho por nada", afirmou o advogado de Platini , William Bourdon, ao deixar a sede do escritório central de anticorrupção em Nanterre, próximo a Paris.

Segundo Bourdon, o dirigente, que já foi campeão pela Juventus e marcou a história como jogador nos anos 1980, é inocente, mas precisou dar "explicações úteis" para as autoridades. Apesar da liberação do ex-presidente da Uefa , a polícia francesa continuará as investigações. Entenda o caso: Platini é investigado por "supostos atos de corrupção ativa e passiva de funcionários não públicos" para a escolha do Catar .

Leia também: FIFA faz reuniões secretas e avalia tirar Copa do Mundo de 2022 do Catar

Além disso, o caso também envolve outros nomes de peso da política da França, como Sophie Dion, ex-conselheira do ex-presidente Nicolas Sarkozy (2007-2012). O Catar foi eleito sede da Copa do Mundo de 2022 no ano de 2010, em uma votação em que derrotou a candidatura dos Estados Unidos.

Blatter anuncia escolha do Catar como sede da Copa de 2022
Divulgação
Blatter anuncia escolha do Catar como sede da Copa de 2022

A primeira investigação sobre corrupção e conspiração criminal na escolha do Catar foi aberta pela Promotoria Financeira Nacional (PNF) da França em 2016. Em dezembro de 2017, Platini foi ouvido como testemunha e admitiu que votou no Catar em dezembro de 2010.

De acordo com o jornal "Le Monde", o foco das investigações é um almoço organizado no Palácio do Eliseu, em 23 de novembro de 2010. No evento, estavam presentes Nicolas Sarkozy, Michel Platini, o Emir do Catar, Tamim Ben Hamad Al Thani, e o então primeiro-ministro do emirado, Sheikh Hamad, Bem Jassem.

Leia também: Catar inaugura estádio com ar-condicionado nos assentos para a Copa do Mundo

Platini já cumpre um suspensão como dirigente esporte por ferir o código de ética da Uefa ao aceitar um pagamento indevido de 1,8 milhão de euros autorizado pelo ex-presidente da Fifa Joseph Blatter.