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Ídolo argentino e torcedor do Boca parabenizou o clube de Avellaneda pelo segundo título da Sul-Americana e aproveitou para criticar as torcidas

Diego Maradona, mesmo sendo torcedor fanático do Boca Juniors, parabenizou, nesta quinta-feira, o Independiente de Avellaneda pelo título da Copa Sul-Americana . Através de seu Instagram, o maior ídolo do futebol argentino também criticou as torcidas rojas e do Flamengo por conta dos episódios antes, durante e depois do jogo, que aconteceu no Maracanã.

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O Independiente conquistou o segundo título da Copa Sul-Americana contra o Flamengo, no Maracanã, e foi parabenizado por Maradona
Reprodução/Twitter/Independiente
O Independiente conquistou o segundo título da Copa Sul-Americana contra o Flamengo, no Maracanã, e foi parabenizado por Maradona

"Quero felicitar o Independiente pelo título da Copa Sul-Americana contra o Flamengo. E dizer que os jogos se ganham dentro de campo. São os jogadores que têm que demonstrar habilidade, valentia e agressividade durante os 90 minutos, e não os torcedores. A mim não importam as bandeiras, eu quero saber da bola. Os episódios de violência são um atentado ao esporte. Um abraço à comissão técnica, aos jogadores e aos torcedores do Rojo", escreveu Maradona na legenda da foto.

Após a confusão e muito quebra-quebra, o Flamengo se pronunciou oficialmente nesta quinta-feira. Leia a nota abaixo.

"O Clube de Regatas do Flamengo vem a público expressar sua indignação com os fatos ocorridos na noite desta quarta-feira, no Maracanã, durante a final da Copa Sul-Americana. E também se solidarizar com todos os torcedores que, de alguma maneira, foram afetados pela selvageria, violência e falta de cidadania daqueles que provocaram tumulto antes e depois da partida.

A confusão antes do jogo foi provocada primordialmente por um grande número de pessoas tentando entrar no estádio sem ingressos, o que, infelizmente, é um hábito comum e histórico em todas as partidas de grande apelo do clube no Maracanã.

O problema ocorrido após o apito final foi fruto da frustração de torcedores com o resultado, mas de forma alguma se justifica. Torcedores que amam o clube, suas famílias, além de profissionais atuando no jogo não podem ficar reféns, retidos no estádio, em função da ação de selvagens.

Cabe reflexão mais ampla e profunda sobre os fatos por parte da sociedade. Diferentemente de outros eventos no Rio de Janeiro, como o Rock In Rio ou o Carnaval que mobilizam enorme interesse e têm escassez de ingressos, o futebol padece de problemas mais graves. Existe a "tradição" nefasta do torcedor que não possui ingresso em forçar a entrada no estádio; a infiltração de desordeiros em torcidas organizadas e o espírito de agressividade muito maior do que em outras atividades culturais. Tudo isso faz com que o controle de público em jogos de futebol seja muito mais complexo.

Se considerarmos a praça em que o espetáculo é realizado, cabe ressaltar que o Maracanã é um estádio grande, urbano, dentro de um bairro populoso, o que faz com o que o acesso a ele seja fácil e, paradoxalmente, facilite a invasão de torcedor, o que aconteceu até mesmo na Copa do Mundo.

Portanto, consideramos equivocada a justificativa dada pelo comandante do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios de que apenas um fator – o uso de cartões-ingressos descarregados por sócio-torcedores mal-intencionados – seja a razão predominante para os acontecimentos de ontem. É importante citar que cartões-ingresso são amplamente utilizados em eventos esportivos no mundo todo, inclusive no Brasil, e são uma forma de oferecer conforto e comodidade aos torcedores que fazem uma contribuição fundamental ao Flamengo, além de representarem um fator inibidor do cambismo e de confusões na venda de ingressos, como as grandes filas e quebra-quebras em bilheterias.

Um jogo decisivo do Flamengo, com lotação máxima apresenta muito maior risco e complexidade no que diz respeito ao acesso de torcedores do que uma partida de Copa do Mundo, em função das diferenças de perfil dos públicos envolvidos. Em compensação, a mobilização e o planejamento dos órgãos públicos para uma partida como a de ontem é incomparavelmente menor do que o realizado nos jogos do Mundial de 2014.

Outro ponto que torna o planejamento para partidas de grande apelo é o fenômeno das torcidas organizadas, movimento criado há cerca de 50 anos, que surgiu com o propósito de incentivo ao time, mas que hoje é associado a episódios de invasão, vandalismo e violência.

Some-se a isso o hábito dos torcedores em geral em postergarem sua entrada no estádio, a compra de ingressos, muitas vezes falsos, em cambistas e a já citada utilização indevida dos cartões de sócio-torcedor.

A título de informação, em reuniões operacionais antes da partida, o Flamengo notificou o Comando Maior da Polícia, assim como o GEPE, o 6º Batalhão (Tijuca) e a Guarda Municipal, solicitando o maior efetivo possível, dado o grande apelo da partida. Por sua vez, contratou quase mil seguranças privados para atuar a partir do momento da revista e acesso a catracas e em vários setores dentro do estádio.

Mesmo assim, tal mobilização pública e privada não foi suficiente para impedir os problemas, que aconteceram não só no Maracanã, como também em diversas ruas dos bairros próximos ao estádio, estações de trem e estações de metrô.

Dada tal escalada de violência, o Flamengo se propõe a, junto com os órgãos públicos, encontrar soluções para que seus jogos decisivos no Maracanã tenham o efetivo de segurança adequado, planejamento e bloqueios de ruas compatíveis com sua complexidade, uma vez que a Polícia Militar do Rio de Janeiro tem encontrado muitas dificuldades do ponto de vista de estrutura e contingente para realizar seu trabalho nas praças esportivas e outros pontos do Estado."

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O jogo

O Independiente conquistou o segundo título da Copa Sul-Americana - o primeiro foi em 2010 - após empatar com o Flamengo por 1 a 1, no estádio do Maracanã, nesta quarta-feira, já que havia vencido a partida de ida por 2 a 1. Curiosamente, a conquista vem em cima de outro clube brasileiro - há sete anos, a vítima do clube de Avellaneda e um dos maiores da Argentina foi o Goiás. Agora, ao lado do Boca Juniors de Maradona, é o maior campeão da competição, que começou a ser disputada em 2002.

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