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Goleiro teve pressão familiar para virar corintiano e acabou se consagrando justamente diante de arquirrival

AE
Marcos defende pênalti de Marcelinho nas semifinais da Libertadores de 2000 e garante vaga na final para o Palmeiras
Quem vê Marcos tão identificado com o Palmeiras nem consegue imaginar que o goleiro tem uma ligação tão próxima com o arquirrival, o Corinthians. Por várias vezes, o time do Parque São Jorge fez parte da vida do camisa 12, que decidiu abandonar os gramados na última quarta-feira, em conversa com o gerente de futebol do clube, César Sampaio.

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Logo que nasceu, Marcos já teve que conviver com seu pai corintiano fazendo pressão para que ele vestisse a cor preta e branca. Talvez por isso, na sua infância, gritava o nome do então goleiro e hoje comentarista Ronaldo. Ele mesmo confessa que fazia as defesas e, como toda criança, gritava o nome daquele que era seu ídolo da época. Mas será que Marcos era corintiano?

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O camisa 12 rejeita com todas as letras e diz ter puxado de sua mãe o fato de ser palmeirense. Por isso, diz que também gritava Veloso aos fazer as defesas durante as peladas que disputava em Oriente, cidade do interior de São Paulo que nasceu e cresceu. Foi também no interior que ele começou a trajetória dentro dos gramados, mais especificamente em Lençóis Paulista, onde foi observado pelo Palmeiras.

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Antes, ele já havia passado por uma peneira no Corinthians. Quis o destino que ele fosse aprovado para, meses depois, dizer adeus por saudades da família e da vida pacata em Oriente. Na base corintiana, ele também chegou a ter um imbróglio com o ídolo Neto, que hoje é comentarista da TV Bandeirantes. Recentemente, ele também já discutiu com o ex-jogador ao vivo durante um programa.


Em 1992, ele se firmou no Palmeiras e acharia o clube de onde nunca mais sairia. E adivinha contra quem ele se transformou em ídolo e marcou seu nome na história do clube? Em 1999, precisou assumir a fogueira de substituir Veloso, machucado, em plena Libertadores. Disputou seis clássicos diante do Corinthians, sendo que três deles pela competição Sul-Americana. Com defesas sensacionais e ainda na meta em que Dinei e Vampeta errariam os pênaltis, ele teve seu nome gritado por todos os palmeirenses.

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Após semifinal inesquecível contra o River Plate e uma final diante do Deportivo Cáli, o camisa 12 eternizava seu número, correndo em direção à torcida após o erro do colombiano Zapata. Isso porque Marcos caiu desanimado após ver que tinha sido deslocado pelo seu adversário. O que o fez perceber que aquela seria a batida para a glória foi o barulho da bola atingindo a placa de publicidade.

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No ano seguinte, novamente o time de seu pai frente a frente. Dessa vez, o jogo disputadíssimo valia vaga na final da mesma competição. O melhor batedor corintiano era Marcelinho Carioca, por isso ele foi o último da lista. Não deu certo. Marcos escolheu o canto antes, contrariando o estudo que já havia feito com seus preparadores e acertou. Defendeu e nunca mais saiu da memória dos corintianos e palmeirenses. Não à toa, a narração daquele lance é uma das mais ouvidas até hoje pelos torcedores palmeirenses, que andam carentes de bons momentos.

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