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O ministro do Esporte pediu que episódios como os da declaração de Jèrôme Valcke não se repitam

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, respondeu nesta quinta-feira o pedido de desculpas da Fifa, após as declarações do seu secretário-geral, Jèrôme Valcke, que disse que o Brasil precisava de “um chute no traseiro”. O Governo Brasileiro aceitou as desculpas da entidade máxima do futebol. Com isso, Valcke deverá vir ao Brasil na próxima semana, como estava previsto antes das declarações irritarem os políticos brasileiros.

Na carta que enviou ao presidente da Fifa Joseph Blatter, Aldo Rebelo disse que “episódios como este não podem se repetir, em prol da boa preparação da Copa do Mundo no Brasil”. O ministro afirmou também que o dirigente será recebido pela presidenta Dilma Rousseff. Porém, não foi confirmada a data do encontro.

Na última segunda-feira, Rebelo enviou uma carta à Fifa se queixando da declaração de Valcke ao criticar a organização do Mundial no Brasil. “Diante desta realidade, o Governo Brasileiro não pode mais aceitar, nas suas tratativas com a Fifa, o Senhor Jèrôme Valcke como interlocutor durante a preparação desse mundial”, escreveu o ministro.

Logo após a divulgação da carta, Valcke e Blatter enviaram pedidos de desculpas ao governo brasileiro. Conforme o iG informou na segunda, as cartas foram vistas no Governo Federal como um vitória e deverão levar Aldo Rebelo a derrubar o veto ao secretário-geral da Fifa .

Desde o ano passado, com a atraso na publicação da Lei Geral da Copa, a relação entre o Planalto e a Fifa se desgastou. Os integrantes do governo viram o pedido de desculpas como um ato de humildade da dona do Mundial.

Jèrôme Valcke é o principal executivo da organização do Mundial. Foi assim na África do Sul, onde Valcke não poupou os africanos de críticas durante a organização do torneio.

Durante o atrito entre Aldo Rebelo e Jèrôme Valcke, o COL (Comitê Organizador Local da Copa de 2014), presidido por Ricardo Teixeira, se pronunciou apenas por nota, no sábado, onde defendeu o Governo Federal, mas tampouco criticou a Fifa.

Sem trânsito no Planalto e na entidade máxima do futebol, Teixeira tentava aproveitar o atrito para voltar a ser colocado à frente das negociações. Justamente para evitar isso é que o Governo Federal já admite aceitar as desculpas de Valcke e encarar o caso como apenas um mal-entendido.


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