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Candidato da oposição disse que Corinthians não passou em "vestibular" antes do Mundial de 2000

O clima das eleições do Corinthians esquentou nesta quinta-feira quando o candidato da oposição ao cargo de presidente nas eleições do dia 11 de fevereiro, Paulo Garcia, disse que a conquista da Libertadores seria uma urgente para que o clube volte a conquistar um título mundial. Ao lembrar do troféu de 2000, o opositor de Mário Gobbi ironizou o título do primeiro Mundial de Clubes da Fifa. Curiosamente, o ex-volante Rincón, capitão do Corinthians na final contra o Vasco, apoia Garcia nas eleições.

Paulo Garcia, candidato da oposição à presidência do Corinthians
AE
Paulo Garcia, candidato da oposição à presidência do Corinthians

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"É como entrar na faculdade sem ter feito o vestibular. Por isso, precisamos da Libertadores", disse Garcia, ao canal "Bandsports".

O Corinthians, por meio de seu site oficial, rebateu a declaração de Garcia em longa carta de 13 parágrafos assinada pelo diretor jurídico do Corinthians, Sérgio Alvarenga. "Apesar de não cair no “vestibular” – embora devesse! – conhecer a história do Corinthians é requisito para ser Presidente", disse Alvarenga na carta. Por meio de sua assessoria, Garcia disse que foi mal-interpretado. "Para voltar ao Mundial, vai precisar ganhar a Libertadores", disse.

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Sem citar o nome de Garcia, mas cheio de ironias contra o candidato da oposição, o texto relembra as condições em que o Mundial foi disputado e os critérios que levaram a Fifa a dar chancela ao torneio mundial de clube pela primeira vez aceitando equipes campeãs e todas os continentes.

A Fifa convidou o Corinthians para participar do torneio com sedes em São Paulo e Rio de Janeiro como representante do país sede por conta do título brasileiro de 1998. Bicampeão nacional 12 dias antes da estreia do início do Mundial, em dezembro de 1999, o clube do Parque São Jorge ratificou sua participação no torneio que contou com Real Madrid , Manchester United , Vasco , Necaxa (MEX), Raja Casablanca (MAR), Al-Nassr (SAU) e South Melbourne (AUS).

"Se os prepotentes querem fazer, disputar, comemorar a vitória em um torneio que ignora preconceituosamente vários continentes, que o façam, disputem, comemorem. Mas não o chamem de mundial", diz a carta publicada no site oficial do Corinthians, em clara manifestação política contra a declaração do opositor de Mário Gobbi ao cargo de presidente do clube.

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