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Segundo a Confederação Asiática, novos véus derrubam as alegações de que o acessório é perigoso para as jogadoras

A AFC (Confederação Asiática de Futebol, em inglês) pediu a revisão da regra que proíbe o "hijab", ou véu islâmico, como parte do uniforme durante os jogos oficiais de futebol feminino, por meio de um comunicado publicado nesta segunda-feira em seu site.

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O presidente da confederação asiática, Zhang Jilong, explicou que muitas mulheres da Ásia usam véu por razões religiosas e afirmou que a mudança na atual legislação será muito importante para o desenvolvimento do futebol feminino mundial.

O pedido será oficializado pelo vice-presidente da Fifa, Ali Bin Al Hussein, no dia 3 de março durante a reunião da International Board, organização responsável por definir as regras do futebol em nível mundial e suas futuras modificações.

Em 2007, A Fifa e a Board proibiram o "hijab" como uniforme ao alegarem que esse acessório é perigoso para as jogadoras, embora essa decisão tenha sido condenada por diversos líderes islâmicos e órgãos esportivos de países de maioria muçulmana.

"Os novos modelos de véus, unidos com velcro no pescoço, garantem a segurança das jogadoras, já que é retirado de uma vez só", acrescentou o comunicado da confederação asiática com sede em Kuala Lumpur, na Malásia.

Em junho do ano passado, a seleção feminina do Irã foi punida com uma derrota de 3 a 0 para a seleção da Jordânia por disputar uma partida classificatória para os Jogos Olímpicos de Londres com um uniforme que não estava de acordo com as regras, que incluía o "hijab".

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