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Conselho Deliberativo deve confirmar nomeação do ex-vice de esportes olímpicos Sandro Lima, o "Sandrão"

Após as prematuras eliminações no Campeonato Carioca e na Copa Libertadores, além da crise nos bastidores do clube, o Fluminense vai ter um novo vice-presidente de futebol. Trata-se de Sandro Lima, o "Sandrão", que já foi vice de esportes olímpicos do clube. 

O cargo está vago desde a saída de Alcides Antunes, em março, em meio à crise que também marcou a saída do técnico Muricy Ramalho.

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A indicação de Sandrão já vinha sendo desenhada há bastante tempo pela diretoria. No entanto, além de alguns entraves políticos, o nome do dirigente jamais foi unanimidade e esbarrou numa certa resistência por parte dos jogadores, que sempre se manifestaram contrários à saída de Alcides Antunes.

O técnico interino Enderson Moreira evidencia o mau momento do clube
Reuters
O técnico interino Enderson Moreira evidencia o mau momento do clube

Em relação à gerência do futebol, cargo mais próximo ao cotidiano do elenco, nenhuma novidade. O clube procurou Rodrigo Caetano, esteve perto do acerto com Felipe Ximenes e conversou com Ricardo Drubscky, mas os dois primeiros preferiram continuar à frente de Vasco e Coritiba , respectivamente, enquanto o terceiro, que contou com o aval do técnico interino Enderson Moreira, não agradou à diretoria.

Sem comando e sem treinador efetivo até a chegada de Abel Braga - prevista para o final do mês -, o futebol do atual campeão brasileiro ficou à deriva.

O assessor da presidência Mário Bittencourt tem administrado o futebol interinamente, mas não conta com a simpatia de Celso Barros, presidente da Unimed,  patrocinadora do clube. Aliás, segundo pessoas ligadas ao empresário, essa seria uma das principais razões que poderiam levar Celso Barros a pôr fim à parceria de 13 anos da Unimed com o Fluminense, a mais longa do futebol brasileiro.

Não é de hoje que Celso Barros e o presidente Peter Siemsen não falam a mesma língua e há indícios de que a eliminação para o Libertad , quarta-feira, pode ter sido a gota d’água.

Após assistir à partida no mesmo espaço reservado aos dirigentes do clube no estádio Defensores del Chaco, o presidente da patrocinadora perdeu a paciência e teria dado a entender que não fará grandes investimentos para reforçar a equipe visando ao Campeonato Brasileiro.

Procurado pelo iG sexta-feira, Celso Barros não quis falar. No entanto, em entrevista concedida em abril, já havia dito que não descartava um rompimento, mas que o contrato com a Unimed seria cumprido até o final de 2011, quando se encerra o acordo.

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