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Maurício Negri elogia padrão físico do meia e diz que nem sempre a prevenção é capaz de evitar lesões

Há quem ache que a queda de rendimento de Conca durante o primeiro semestre do Fluminense está relacionada ao seu condicionamento físico. Responsável por uma bateria de avaliações físicas e fisiológicas realizadas após cinco dias de folga, o fisiologista Maurício Negri afirmou que o meia argentino não tem qualquer tipo de problema e apresentou as mesmas condições de 2010, quando participou de todas as 38 rodadas do Brasileirão e foi eleito o craque da competição.

“São avaliações para ver o estágio de cada jogador e traçar os objetivos individuais de cada um deles. O Conca não mostrou queda nenhuma. Pelo contrário. Os testes dele mostraram um padrão físico bem parecido com o do ano passado”, afirmou Maurício Negri.

Mas não foi o argentino que passou por uma bateria de testes. Para aproveitar o período de quase duas semanas sem jogo, a ideia da comissão técnica é realizar uma espécie de pré-temporada, que deverá acontecer na Granja Comary, afim de intensificar a parte física da equipe antes da estreia no Campeonato Brasileiro, dia 22, contra o São Paulo , no Rio de Janeiro.

“Essa pré-temporada será a continuação do nosso trabalho. Teremos dez dias de treinamento e precisamos dessas avaliações para saber como o grupo está e traçar um novo planejamento. Precisamos dos treinos para avaliar melhor as condições de cada jogador”, explicou o fisiologista tricolor.

Questionado sobre os constantes problemas médicos de Fred e Deco , que tarmbém passaram boa parte da temporada de 2010 sem jogar, Maurício Negri admite que ambos precisam de cuidados. No entanto, o fisiologista do Fluminense explicou que o jogador profissional atua no limite e nem sempre um trabalho de prevenção é capaz de evitar lesões mais graves.

“Sempre há uma preocupação, mas preparação física não é uma ciência exata. É preciso ter descanso, boa alimentação e quanto mais equilíbrio o atleta tiver, menos lesão ele terá. Mas no futebol a lesão é normal, sempre haverá lesões e não há tempo para recuperação quando há jogos duas vezes por semana. Os atletas profissionais precisam trabalhar no limite para jogar em alto nível e chega um momento em que a musculatura do não agüenta”, explicou.

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