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Mexicanos ingeriram substância proibida em carne de boi contaminada, algo recorrente no país

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A Fifa anunciou nesta segunda-feira que 109 jogadores foram flagrados no antidoping durante o Campeonato Mundial sub 17 realizado em julho passado, no México. A substância identificada em todos estes testes foi o clembuterol, que costuma estar presente em carne de boi contaminada, algo recorrente em solo mexicano. Por isso, nenhum atleta será punido.

Das 298 provas analisadas em um laboratório alemão, 109 delas deram positivo, afetando atletas de 19 das 24 seleções que participaram do Mundial vencido pelos donos da casa. O diretor médico da Fifa, Jiri Dvorak, considerou como surpreendentes os resultados.

De acordo com Dvorak, os juvenis não se doparam e que nenhum foi beneficiado. "Não se trata de um problema de dopagem, mas de saúde pública", disse o médico, nesta segunda-feira, ao anunciar os resultados positivos dos testes.

As autoridades mexicanas reconhecem que o país está sendo afetado pela prática de se injetar esteroides no gado. "É algo que necessita muita seriedade por parte da Wada (Agência Mundial Antidoping, na sigla em inglês)", disse Olivier Niggli, diretor jurídico da agência. "Agora que já foi comprovado que se trata de um assunto sério, vamos enviar advertências", completou.

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