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Mecanismo na linha do gol que aponta se a bola tem aval da entidade, que aguarda definição da International Board

Em 2010, gol de Lampard não foi validado e a Inglaterra foi eliminada pela Alemanha
Getty Images
Em 2010, gol de Lampard não foi validado e a Inglaterra foi eliminada pela Alemanha
O uso da tecnologia para diminuir os erros num jogo de futebol pode ter na Copa das Confederações de 2013 um importante marco. Pela primeira vez num grande torneio de seleções chancelado pela Fifa, a entidade cogita adotar mecanismos que identifiquem se uma bola entrou ou não no gol. Joseph Blatter, presidente da Fifa, aprova a inovação . Tal tecnologia permitiria que lances capitais como o que prejudicou a Inglaterra contra a Alemanha na última Copa do Mundo não aconteçam mais.

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“É possível que na Copa das Confederações seja a primeira vez que a tecnologia seja utilizada em partida de seleção A”, disse ao iG o ex-árbitro brasileiro Sálvio Spínola. Ele esteve na última reunião da International Board (IFAB), entidade que rege as regras do futebol na Inglaterra e que se reuniu no início de março. O mecanismo já foi utilizado em competições de seleções de base, como no Mundial sub 20 de 2005, no Peru.

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Na reunião da IFAB decidiu-se que duas empresas, Hawk-Eye e GoalRef, disponibilizarão as bolas que passarão por testes até junho. Passando pelas provas, serão necessários seis votos para aprovar a mudança, a Fifa tem quatro votos e cada integrante da IFAB (Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte) tem um voto. O sistema Hawk-Eye usa reconhecimento óptico com câmeras, enquanto GoalRef utiliza um campo magnético com uma bola especial para detectar se houve ou não o gol.

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“A FIFA quer, a Inglaterra quer, os demais estão com dúvidas. O (Michel) Platini (presidente da Uefa) não quer tecnologia, quer o árbitro atrás do gol. Mas se aprovarem gol não gol, eu acho que aprovam, é a abertura para entrada da tecnologia no futebol. Mas eles são bem conservadores a isso”, disse Spínola.

A ratificação da Fifa sobre o uso da bola com chip sairá no dia 2 de julho, em Kiev, um dia depois da final da Eurocopa na Ucrânia. Aprovada, como deve acontecer, a bola com o sensor já poderá ser usada no Mundial de Clubes deste ano.

“A nossa expectativa, uma vez que as empresas atendam aos critérios que pedimos, é de aprovar o uso dos sistemas”, disse Alex Horne, secretário geral da Federação Inglesa. A Fifa está aberta à implantação da tecnologia, mas vai esperar o dia 2 de julho para se pronunciar abertamente sobre o assunto. Em comunicado enviado ao iG , a entidade preferiu não fazer especulações.

“Até que os testes finais sejam concluídos, os resultados enviados ao IFAB, e então ser tomada uma decisão a respeito do uso futuro da tecnologia, nós somos incapazes de especular sobre qualquer tipo de sistema a ser usado em futuras competições da Fifa”, disse o comunicado.