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Jogadores não falarão com a imprensa, mas treinos ficarão abertos. Arnaldo Tirone não sabia da decisão

Luiz Felipe Scolari adotou a a lei da mordaça. Tentando proteger seu elenco de polêmicas após o empate por 1 a 1 com o Atlético-GO, o treinador do Palmeiras decidiu que nenhum atleta concederá entrevista até sexta-feira. No sábado, ainda não há definição de que os jogadores poderão ou não falar após o jogo contra o América-MG.

A informação foi comunicada para a imprensa presente no treinamento desta terça-feira pelo chefe da assessoria de imprensa, Helder Bertazzi, que explicou que a decisão veio de Felipão. Durante os 25 minutos inicias do treino, o treinador ficou em reunião com os assessores de imprensa.

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Felipão manda todo mundo ficar em silêncio durante esta semana
AE
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No domingo, após o empate por 1 a 1 em Goiânia, Kleber falou com os repórteres e disse que o Palmeiras só alçava bolas na área e que o time era limitado. O atacante ainda reclamou da defesa de sua equipe e disse que tudo precisava mudar. Antes, na quinta-feira, o jogador já havia reclamado da criação do time, dizendo que não recebia bolas para finalizar.

Na segunda-feira, no desembarque em São Paulo, Deola rebateu o atleta e disse que não é bom para o grupo que os problemas fossem expostos. Ele disse que preferia resolver os problemas táticos e de relacionamento de forma interna, para preservar o grupo.

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Felipão não gostou do bate-boca via imprensa e resolveu tomar essa decisão para tentar abafar um pouco a polêmica.

Arnaldo Tirone diz que não sabia da decisão

O presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, ficou sabendo que Felipão havia adotado a lei da mordaça ao conversar com o iG . Ele afirmou que chegou a almoçar nesta terça-feira, e que o comandante não mencionou que tomaria essa decisão.

"Eu não sabia. Até conversei com o Felipão hoje na hora do almoço, ele me disse apenas que ia conversar com os jogadores, mas não sabia dessa lei. Se ele acha bom, ele pode fazer. É o treinador", disse o dirigente.

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