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Meia do Fluminense lamenta constantes mudanças no departamento de futebol e diz que se sente deslocado

O meia Deco tem enfrentado seguidos problemas físicos e não consegue se destacar na temporada
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O meia Deco tem enfrentado seguidos problemas físicos e não consegue se destacar na temporada
Alvo de alguns boatos após a eliminação do Fluminense na Libertadores, Deco deixou o jeito introvertido e calado de lado e pediu para falar nesta terça-feira, nas Laranjeiras. Além de desmentir que se recusara a entrar em campo nos minutos finais contra o Libertad , e que não tem um bom relacionamento com o capitão Fred , o meia não escondeu o desconforto com a crise interna instalada no clube.

Deco foi sincero ao afirmar que o futebol tricolor está sem comando desde a saída do ex-vice-presidente de futebol, Alcides Antunes, em março.

“Os jogadores têm que se limitar a fazer seu papel. Jogar, treinar e cumprir os comandos. Infelizmente, em cinco meses tivemos dois diretores. Era o Alcides (Antunes), depois foi o Mário (Bittencourt), agora, outro ( Sandro Lima foi anunciado nesta terça ). Saiu um treinador, entrou outro que não vai ficar. Falta um pouco de comando e serenidade para trabalhar. Por mais que respeitemos quem dirige o clube, ficamos meio deslocados. Quanto mais rápido essas coisas foram sanadas, será melhor para o Fluminense”, lamentou o jogador.

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Além de pedir tranquilidade no dia a dia do clube, Deco também fez questão de negar que teria um acordo amigável com Celso Barros para deixar o clube caso uma das partes se sentisse desconfortável nas Laranjeiras. Mas...

“Não existe acordo nenhum, mas temos respeito um pelo outro e liberdade para encerrar o acordo caso uma das partes não esteja feliz com o meu rendimento. Mas isso não acontece comigo nesse momento”, afirmou Deco, que também negou qualquer tipo de insatisfação com as concentrações ou com os treinamentos em dois períodos.

“Desgaste todo mundo sente. Mas ficamos cinco dias sem treinar e já senti falta. Gosto da minha profissão e amo o que eu faço. Acho estranho esse tipo de notícia se eu não falei isso para ninguém. Isso é mais grave do que qualquer outra coisa. Qualquer jogador concentrado reclama, isso é normal, mas faz parte da nossa profissão e quem não gosta tem que se adaptar”, concluiu.

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