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Meia do São Paulo contou que esperou pela sua oportunidade e revelou momentos de tristeza quando Carpegiani dirigia a equipe

Depois de um período de turbulência e poucos motivos para ficar animado, o meio-campista Rivaldo voltou a sorrir no São Paulo . Titular no último sábado, quando a equipe bateu o Cruzeiro , o experiente camisa 10 poderá ser escalado desde o início no duelo do próximo domingo, contra o Internacional , no Beira-Rio. O meia sabe que agora a sua responsabilidade cresce dentro do elenco.

Rivaldo deu entrevista forte nesta quinta e deve ser titular do São Paulo no domingo
Gazeta Press
Rivaldo deu entrevista forte nesta quinta e deve ser titular do São Paulo no domingo
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"Estou preparado. Prefiro assim do que do jeito que estava. Eu não podia fazer nada, não tem como mostrar o que você sabe. Eu entrava poucos minutos e não dava para fazer nada. Agora eu assumo a responsabilidade e vou assumir a minha parte. São coisas do futebol. Prefiro jogar com essa responsabilidade", disse Rivaldo, lamentando o período de ostracismo que viveu sob o comando do demitido técnico Paulo César Carpegiani.

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"É como se eu fosse um garoto agora, porque adoro jogar futebol. O que eu passei, por toda minha história, é difícil. Fiquei cinco meses sem jogar no São Paulo, chegava triste em casa sabendo que poderia fazer algo para ajudar o São Paulo e não ter feito isso. Não ficava triste por ele (Carpegiani), ficava triste por não estar jogando. Me sentia triste por mim, porque queria uma oportunidade de jogar. Principalmente nas derrotas, quando eu não podia ajudar o time", revelou o atleta.

Sereno e bem tranquilo, Rivaldo deixou claro que, se fosse um jogador mais irritado, as coisas poderiam terminar de uma maneira diferente dentro do clube. "Se eu fosse um jogador polêmico, já poderia ter acontecido coisas ruins, poderia ter chutado o balde e isso poderia ser prejudicial para mim e para o São Paulo. Mas sempre procurei trabalhar para ter minha oportunidade", comentou.

Depois do momento de tristeza, o camisa 10 disse que agora está feliz no São Paulo e espera sempre poder atuar os 90 minutos, mas já admite que poderá pedir uma folga quando o time começar a jogar três vezes por semana.

"Estou feliz em voltar a jogar, entrar como titular. Temos que pensar no próximo, entrar no ritmo de jogo o mais rápido possível, então espero jogar bem no domingo. Como eu sempre falei, se eu treino é para jogar os 90 minutos. Quando começar aquela maratona de jogos de domingo e quarta, vou conversar, mas no momento estou tranquilo. Depois a gente vê", disse.

Apesar de estar com a moral alta dentro do grupo e com o treinador interino Milton Cruz, Rivaldo terá forte concorrência no meio de campo nas próximas semanas. Isso porque o jovem Lucas voltará da seleção brasileira e o recém-contratado Cícero segue treinando para estrear o mais rápido possível. Além disso, a diretoria são-paulina está prestes a anunciar a contratação do argentino Marcelo Cañete , de 21 anos.

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